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Mercedes só desiste dos motores de combustão quando deixarem de ser viáveis

Ola Källenius, diretor-geral da Daimler, revelou que a nostalgia não será problema na hora de abraçar por completo a eletrificação.

Ola Källenius, diretor-geral da Daimler — empresa-mãe da Mercedes-Benz —, confirmou que a empresa alemã vai continuar a produzir motores de combustão interna enquanto eles forem comercialmente viáveis, mas que estará pronta para mudar totalmente para a eletrificação assim que isso fizer sentido.

No Future of the Car Summit anual do Financial Times, Källenius abordou os planos da Mercedes-Benz para o motor de combustão interna e falou dos desafios que aí vêm.

“Na jornada rumo às emissões zero (…) vamos chegar a um ponto em que a (as economias de) escala vão mudar, onde a propulsão elétrica será a propulsão dominante, e eventualmente vamos perder a escala na combustão”, disse o executivo sueco.

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Ola Kaellenius CEO Mercedes-Benz
Ola Källenius, CEO da Mercedes-Benz, durante a apresentação da app Mercedes me

“É bom, então, que do ponto de vista do ativo, o investimento monetário esteja no passado. De um ponto de vista económico, podes usar esses ativos tanto tempo quanto o mercado o permita e enquanto isso faça sentido”, acrescentou Källenius.

A avaliar pelos comentários do “patrão” da Mercedes-Benz, podemos afirmar que a marca de Estugarda estará muito mais interessada no continuar do desenvolvimento dos motores de combustão atuais, de forma a cumprir as futuras normas Euro 7, do que investir substancialmente no desenvolvimento de unidades novas. A “rival” Audi já anunciou planos semelhantes.

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“É por isso que não escolhemos um ponto , mas quando uma nova tecnologia chega, há um ponto em que o crescimento exponencial é tão rápido que acaba por acontecer por conta própria. Quando esse ponto chegar, estaremos prontos e não vamos hesitar, por razões de nostalgia, em mudar para a nova tecnologia a 100%”.

A Daimler, que já transformou a Smart numa marca totalmente elétrica, juntou-se à Geely para desenvolver motores de combustão para serem usados por modelos híbridos. Recorde-se que a Geely não só detém 9,7% da Daimler, como tem uma parceria global (joint venture 50-50) para operar e desenvolver a Smart a nível global.

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Daimler e Geely joint venture
Os dois homens por detrás da joint venture que definiu o futuro da Smart: Li Shufu (à esquerda), da Geely, e Dieter Zetsche (à direita), o antecessor de Ola Källenius na Daimler.

“Com a Geely, temos uma parceria muito boa. Os projetos que fazemos têm uma lógica clara: todos ganham. Se ambos os lados puderem vencer numa base económica e técnica, nós vamos em frente”, disse Källenius.

“O efeito de escala de fazer isso juntos foi mais inteligente do que fazê-lo sozinho, especialmente numa década de transformação, quando parte do volume é deslocado para a eletrificação”, acrescentou.

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