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Entrevista

Räikkönen e Giovinazzi. Falámos com os pilotos da Alfa Romeo em antecipação ao GP de Portugal

Na antevisão do GP de Portugal de Fórmula 1, a decorrer no Autódromo Internacional do Algarve, estivemos à conversa com Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi, os dois pilotos da Alfa Romeo Racing.

Ainda sem qualquer ponto somado em 2021, a Alfa Romeo Racing chega ao Grande Prémio de Portugal de 2021 com muita vontade de pontuar, sobretudo depois da penalização de 30s que roubou os primeiros dois pontos da época a Kimi Räikkönen, no GP da Emilia-Romagna, em Imola (Itália).

Na antevisão à corrida no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, estivemos à conversa com Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi, os dois pilotos do scuderia chefiada pelo francês Frédéric Vasseur, que nos disseram o que esperam da etapa portuguesa do Mundial de Fórmula 1, da temporada em si e claro, do futuro.

No caso do piloto finlandês, voltar ao circuito de Portimão é regressar a um palco onde brilhou no ano passado. É certo que o facto de ter terminado em 11.º não o denuncia, mas o antigo campeão do mundo — venceu em 2007, pela Scuderia Ferrari — teve um dos melhores arranques de sempre da Fórmula 1, ganhando nove posições durante a primeira volta — um vídeo a não perder…

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Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi, os pilotos da Alfa Romeo Racing.

Questionado sobre se podemos esperar um espetáculo semelhante na corrida deste ano, Räikkönen prefere não embarcar em grandes loucuras: “É pouco provável, mas nunca se sabe. Houve alguma chuva antes do arranque e estava bastante escorregadio. Parecia que estava mais forte que os outros nas primeiras voltas. Mas numa situação normal isto não acontece”, atirou o finlandês que, até ao GP de Portugal de 2020, nunca tinha corrido em Portimão.

Já para Giovinazzi, a corrida do ano passado foi um regresso, uma vez que já tinha passado por lá em 2015, na categoria de Fórmula 3. Ainda assim, o italiano não fica indiferente ao desenho do traçado algarvio, que considera ser “diferente, muito diferente”, por culpa do desnível e das curvas cegas. “Mas para este novo Fórmula 1 acho que é uma óptima pista”, acrescenta.

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Kimi Räikkönen foi Campeão do Mundo de Fórmula 1 em 2007.

Räikkönen, bem ao seu estilo, não quis revelar muito. E quando lhe perguntámos se o traçado português podia favorecer as qualidades do monolugar da equipa italiana, respondeu apenas: “Esperamos que sim, mas ainda não conduzimos este ano, por isso temos que esperar até sexta-feira para ver como está a pista. Mas esperamos estar melhor do que na última corrida”.

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Antonio Giovinazzi está na sua terceira temporada completa na Fórmula 1.

Giovinazzi: “Temos um carro melhor”

Depois de uma pré-época onde o Alfa Romeo C41 se mostrou em muito bom nível, as primeiras duas corridas da temporada acabaram por não confirmar todo o potencial que o novo monolugar da Alfa Romeo Racing vinha demonstrando. Mas para Giovinazzi, não há dúvidas: “Temos um carro melhor ”.

Este ano todas as equipas estão mais próximas e isso é bom para a Fórmula 1 e para os fãs. Sobretudo as equipas do grupo do meio. Nós estamos mais perto da Alpine e da Aston Martin e isso é bom para nós, porque podemos andar mais ‘lá no meio’ e alcançar alguns pontos o mais rápido possível.

Antonio Giovinazzi, piloto da Alfa Romeo Racing

Com 27 anos e apenas na sua terceira temporada completa na Fórmula 1, o melhor que o piloto italiano — natural de Martina Franca — tem para apresentar é um 5.º lugar no GP do Brasil de 2019, já com as cores da marca de Arese. Essa é também a sua melhor época, tendo somado um total de 14 pontos.

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Giovinazzi espera que o C41 desta temporada lhe permita fazer mais e melhor, mas também sabe que existem equipas em melhor posição que a Alfa Romeo Racing e que para repetir ou melhorar um 5.º lugar é necessária uma “corrida louca”.

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Antonio Giovinazzi na sessão de treinos livres do GP do Bahrein de 2021.

“Temos um carro melhor, mas para conseguirmos mais que um quinto lugar tem que ser uma corrida louca, como Monza no ano passado , onde tudo pode acontecer. E nós temos que estar lá caso isto aconteça. Quem sabe isso não acontece outra vez este ano, permitindo-nos melhorar esse resultado”, disse o italiano.

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E o novo formato das qualificações, convence?

A semana que antecedeu o GP de Portugal de 2021 ficou marcada pelo anúncio de corridas sprint de qualificação em três Grandes Prémios da temporada. A qualificação como a conhecemos, disputada tradicionalmente ao sábado, passa assim para a sexta-feira, abrindo espaço para uma corrida de qualificação ao sábado — com cerca de 100 km — que vai determinar a grelha de partida da corrida principal de domingo.

Há vários anos que se discutia uma eventual mudança na estrutura do fim de semana da Fórmula 1. Agora que estas alterações foram aprovadas, quisemos saber o que os dois pilotos da Alfa Romeo Racing têm a dizer sobre o assunto e, começando por Räikkönen, se acreditam que isto pode melhorar ou piorar a competição:

Acho que temos que esperar para ver como corre. Não sei exatamente como vai funcionar, quais serão as regras e como será disputado. Assim que fizermos um fim de semana destes podemos dizer algo sobre isso. Mas para já ainda é cedo.

Kimi Räikkönen, piloto da Alfa Romeo Racing

Antonio Giovinazzi partilha da opinião do colega de equipa: “Vamos ver, mas concordo com o Kimi. Temos que passar pela experiência para perceber se será melhor ou pior. Só depois disso podemos dar um feedback“.

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Kimi Räikkönen, no GP da Emilia-Romagna de 2021.

E o futuro?

No horizonte da Fórmula 1, que começou esta temporada a introduzir tetos orçamentais que prometem aproximar mais as equipas, podem estar também os combustíveis sintéticos.

Nada está confirmado, mas os rumores nesse sentido são cada vez mais pronunciados. Sobre o assunto, Räikkönen não tem dúvidas de que o futuro da Fórmula 1 passará por aí: “Tenho a certeza de que vão chegar, mas não sei se será no próximo ano, no ano seguinte ou quando será”.

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Räikkönen faz parte do lote de pilotos que já venceu o Mundial de pilotos e isso faz dele, naturalmente, um dos rostos mais respeitados no paddock, a começar logo pelo colega de equipa:

"Já disse imensas vezes que tenho muito orgulho em ser colega de equipa do Kimi. Ele foi importante na minha carreira, porque esteve comigo desde o início. É uma óptima referência. Estou muito feliz por passar mais um ano com ele"

Antonio Giovinazzi, piloto Alfa Romeo Racing
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Kimi Räikkönen com o Alfa Romeo Giuila GTAm.

O piloto finlandês é, de resto, o mais velho do “pelotão” da Fórmula 1, mas garante que não é a condução ou a competição em pista que o irão fazer parar, mas sim todas as obrigações que tem fora da pista.

“Eu gosto de competir, mas hoje em dia há muitas coisas na Fórmula 1 das quais eu não sou grande fã. E acho que é isso que vai ditar quando é que vou parar. Não são as corridas.

Existem muitas coisas a acontecer para além de conduzir. Conduzir é só uma pequena parte. Existem muitas outras coisas que temos que fazer e que nos mantêm ocupados e nos obrigam a viajar. Não são as razões pelas quais eu ando na Fórmula 1, mas são uma grande parte dela”, explicou Räikkönen.

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Giulia GTA está testado e… aprovado!

Entre as muitas obrigações fora da pista está a ligação à Alfa Romeo (marca) e, mais recentemente, ao Giulia GTA (e Giulia GTAm), modelo que foi desenvolvido com a ajuda dos dois pilotos da scuderia de Fórmula 1.

Mas não deve ser a estas obrigações que Kimi se refere, não acham? Afinal este é o Alfa Romeo de produção mais potente de sempre, recuperando uma sigla — GTA — que desde 1965 é sinónimo do melhor que a marca de Arese tem para oferecer em termos dinâmicos e de performance.

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Antonio Giovinazzi com o Giuila GTAm.

Contudo, e de acordo com Antonio Giovinazzi, a pandemia de Covid-19 impediu que o contributo dos pilotos fosse tão intensivo como estava inicialmente previsto.

“Era suposto termos participado , mas por causa da situação do Covid-19 no ano passado acabámos por não passar tanto tempo em Balocco (circuito de testes).

Fomos lá em outubro e fizemos algumas voltas, quando o carro ainda era um protótipo. Foi lá que tive as primeiras sensações com o carro, o primeiro feedback. Depois voltei a andar com ele em Barcelona, no início do ano, e agora novamente em Balocco, antes do GP de Imola”, disse o piloto italiano, que identifica várias diferenças face ao modelo que serve de base a esta versão GTA (e GTAm, mais focada numa utilização em pista), o Giulia Quadrifoglio.

Ainda mais radical que o Giulia Quadrifoglio

“É fácil ver as melhorias, sobretudo em relação ao Giulia Quadrifoglio. O GTA é mais leve e tem uma asa traseira que gera mais downforce. Por isso, é um carro melhor, mais rápido e mais divertido de conduzir, sobretudo em pista”, atirou.

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Alfa Romeo Giuila GTAm produz 540 cv de potência.
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Kimi Räikkönen também já teve oportunidade de “deitar as mãos” ao Alfa Romeo GTA, que mantém o bloco em alumínio de origem Ferrari do Giulia Quadrifoglio, com 2,9 l de capacidade e 510 cv de potência, mas que no GTA e GTAm vê a sua potência subir para os 540 cv.

“Só o conduzi durante umas 4 ou 5 voltas e foi ainda o carro de testes. Não é o mesmo carro que vai chegar às estradas, porque era um dos primeiros carros de testes, por isso não sei bem qual será o resultado final. Mas tenho a certeza que será divertido em pista, ao mesmo tempo que se mantém confortável em estrada”, explicou o finlandês.

Giulia GTAm - Emilia Romagna Grand Prix (7)
Giulia GTAm também marcou presença no GP da Emilia-Romagna de 2021.

Em tom de brincadeira e sabendo que o Iceman (homem de gelo) — alcunha de Räikkönen há vários anos — se transforma quando o tema é a família, também lhe perguntámos se o seu Stelvio Quadrifoglio de serviço era o carro perfeito para desfrutar do prazer de conduzir e ao mesmo tempo cumprir as responsabilidades familiares.

E ele foi peremptório na resposta: “Pelo menos para mim funciona. Claro que cada pessoa tem exigências e necessidades diferentes, mas podemos meter tudo lá dentro e ir para qualquer lado, tem espaço de carga suficiente para tudo isso”.

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Alfa Romeo Stelvio Quadrifoglio
Alfa Romeo Stelvio Quadrifoglio

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