Desporto motorizado

Rally1. As máquinas de rali híbridas que vão tomar o lugar dos World Rally Car (WRC)

Já é conhecido o nome dos substitutos dos carros WRC (World Rally Car) a partir de 2022: Rally1. Dotados de tecnologia híbrida, estes deverão permitir reduzir custos.

Depois de há uns meses te termos dito que a partir de 2022 os carros que correm na categoria de topo do mundial de ralis vão passar a ser híbridos, hoje damos-te a conhecer a designação escolhida pela FIA para estes novos carros: Rally1.

Nascidos em 1997 para tomarem o lugar dos Grupo A (que por sua vez tinham substituído os saudosos Grupo B), os WRC (ou World Rally Car) veem assim chegar o “fim da linha”, isto depois de ao longo da sua existência terem também eles sofrido várias alterações.

Entre 1997 e 2010 recorreram a um motor 2.0 l turbo, a partir de 2011 passaram a recorrer a um motor com 1.6 l, motor esse que se manteve na mais recente atualização dos WRC em 2017, mas que graças ao aumento do restritor do turbo (de 33 mm para 36 mm) permitiu que a potência subisse dos 310 cv para os 380 cv.

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O que já se sabe sobre os Rally1?

Com estreia marcada para 2022, ainda pouco se sabe acerca dos novos Rally1 para além de que estes irão contar com tecnologia híbrida.

Em relação ao resto das especificações técnicas, e a julgar pelo que a Autosport adianta, a palavra de ordem no que ao desenvolvimento dos Rally1 diz respeito é: simplificar. Tudo para ajudar a uma muito necessária redução de custos.

Assim, ao nível da transmissão a Autosport indica que apesar de os Rally1 irem continuar a contar com tração integral, estes deverão perder o diferencial central e a caixa de velocidades terá apenas cinco relações (atualmente têm seis), recorrendo a uma transmissão próxima à usada pelos R5.

Quanto à suspensão, segundo a Autosport, os amortecedores, os cubos, os suportes e as barras estabilizadoras serão simplificados, o curso de suspensão será reduzido e haverá apenas uma especificação de braços de suspensão.

Já em termos aerodinâmicos, o desenho livre das asas deverá manter-se (tudo para manter o visual agressivo dos carros), mas os efeitos aerodinâmicos das condutas ocultas desaparece e os elementos aerodinâmicos traseiros terão de ser simplificados.

Por fim, a Autosport adianta ainda que o arrefecimento líquido dos travões vai ser proibido nos Rally1 e o tanque de combustível será simplificado.

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Fonte: Autosport

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