Desporto Automóvel

Os WRC híbridos chegam em 2022

Depois da Fórmula 1 e do mundial de resistência, foi a vez de o WRC se render às vantagens dos híbridos. A "revolução" começa já em 2022.

A decisão foi tomada na mais recente reunião do World Motor Sport Council (o Conselho Mundial do Desporto Motorizado) e vem confirmar aquilo que há muito se esperava: a partir de 2022 vamos ter WRC híbridos.

A decisão insere-se no próximo ciclo de regras de homologação dos WRC (que se estende por um período de cinco anos), e vai assim trazer para os modelos que correm no WRC aquilo que a organização define como “sistemas híbridos suplementares”.

De acordo com a FIA, nos primeiros três anos de introdução destes sistemas as equipas deverão recorrer a “sistemas híbridos suplementares” desenvolvidos com base em componentes e software comuns, sendo que a partir de 2024 a organização prevê uma maior liberdade técnica no desenvolvimento destes WRC híbridos.

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Hyundai i20 WRC
A partir de 2022, os carros do WRC vão contar com um sistema híbrido para lhes dar um “boost” extra nas especiais.

Porquê eletrificar?

Com a aplicação destes “sistemas híbridos suplementares”, a FIA pretende não só que os carros que correm no WRC passem a ser capazes de circular nas cidades (durante as ligações) em modo 100% elétrico como passem ainda a dispor de um boost elétrico durante as especiais.

Outras das medidas aprovadas dizem respeito à introdução de uma nova geração de carros WRC em 2022, com um ciclo de homologação de cinco anos. Estes poderão derivar de um carro de produção, ou em alternativa, serem autênticos protótipos onde uma “carcaça” assenta sobre uma estrutura tubular.

Estes últimos têm de respeitar à mesma as orientações definidas pela FIA relativamente às dimensões máximas exteriores, como também têm de integrar partes de carros de produção que sirvam de elementos visuais fundamentais (por exemplo: faróis) a serem definidos posteriormente pela FIA. De acordo com o Conselho, haverá ainda uma opção para o “escalar” de uma carroçaria dentro de certos limites, o que permitiria carros de maiores dimensões cumprirem com as dimensões permitidas.

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Por fim, a FIA decidiu ainda voltar a apostar num fornecedor único de pneus para as classes que correm com modelos de tração integral, algo que não acontecia desde 2010 (ano em que a Pirelli deixou de ser o fornecedor exclusivo de pneus). O objetivo é travar a escalada de custos associados ao desenvolvimento de pneus.

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