Leilão

Se o Delta HF Integrale fosse um coupé seria o Lancia Zagato Hyena e este vai a leilão

Este é o último dos 24 Lancia Zagato Hyena e vai a leilão. Por baixa da sua carroçaria coupé "esconde-se" um Lancia Delta HF Integrale.

Dois nomes que praticamente dispensam apresentações, Lancia e Zagato, viram os seus destinos cruzarem-se por múltiplas vezes ao longo da história, com resultados que iam do apaixonante ao intrigante. O Lancia Zagato Hyena foi o último projeto significativo da casa Zagato sobre uma base Lancia.

O Lancia Zagato Hyena, no entanto, nasce não da vontade inicial da Lancia ou da Zagato, mas sim de Paul Koot, que foi o principal impulsionador deste projeto.

Koot, dono da Lusso Service Holland, importador oficial da marca italiana nos Países Baixos, em 1990, dirigiu-se à Lancia na tentativa de que esta desenvolvesse um coupé produzido em pequena série, com base no chassis e mecânica do Delta HF Integrale.

Lancia Zagato Hyena 1992

Após a recusa da Lancia, Paul Koot encontrou na Zagato, a carrozzieri milanesa, muito maior recetividade.

No entanto, o projeto conheceria várias atribulações pelo caminho. Das 500 unidades originais planeadas para este Lancia Zagato Hyena, tiveram de reduzir para umas mais modestas 75 unidades, após a Zagato não ter conseguido com que a Lancia (e o Grupo Fiat, com o qual mantinha excelentes relações) fornecesse igual número de chassis, motores e transmissões.

Todos os Lancia Zagato Hyena feitos resultaram, assim, do sacrifício de igual número de Delta HF Integrale originais, comprados no mercado. Opção que fez espiralar a complexidade do projeto e os custos. Resultado: após a apresentação no Salão de Bruxelas de 1992 e o preço ser conhecido (ao nível de um contemporâneo Porsche 911), das 75 unidades anunciadas, apenas 24 acabariam por ser construídas.

A apelativa e mais curvilínea carroçaria do Lancia Zagato Hyena — quando comparada com a mais quadrada do Delta original —, era obra de Marco Pedracini, designer da Zagato, e não escondia a sua influência dos Lancia Zagato de outras eras, sobretudo o Lancia Appia Zagato e o Lancia Fulvia Zagato.

Lancia Zagato Hyena 1992

A base mecânica era a mesma do Delta HF Integrale, mas o Hyena era 120 kg mais leve, graças ao recurso de alumínio para a carroçaria e até fibra de carbono para o interior. As prestações seria ainda incrementadas graças ao aumento de potência efetuado ao 2.0 Turbo 16v do “Deltona”. O número de cavalos subia até aos 250 cv (contra os 210-215 cv de série), mas algumas unidades chegariam aos 300 cv.

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O último dos Lancia Zagato Hyena

Esta unidade que vai a leilão, pela RM Sotheby’s em Essen (Alemanha) entre 24 a 27 de junho, foi a última das 24 unidades feitas, e pertenceu originalmente e precisamente ao impulsionador do projeto, Paul Koot.

Tem pouco mais de 14 000 km e após Koot, conheceu apenas mais um dono. Como se o Hyena não fosse especial o suficiente, o último dos Hyena é-o muito mais. Trata-se da única unidade com esta cor Madras Blue, é também o único com um escape duplo (instalado de origem), e é um dos três Hyena no total com 300 cv.

O Lancia Zagato Hyena é, efetivamente, a resposta à pergunta: como seria um Delta Integrale Coupé?


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