Apresentação

O início da era híbrida na Lamborghini é este superdesportivo V12

O mais rápido e mais potente Lamborghini de sempre é também o primeiro híbrido do construtor. Fiquem a conhecer o novo Lamborghini Sian.

Apesar de limitado a apenas 63 unidades, o novo Lamborghini Sian é, talvez, um dos modelos mais significativos lançados pelo construtor. Porquê?

Trata-se do seu primeiro híbrido, o primeiro que adiciona o poder dos eletrões ao poder dos hidrocarbonetos, permitindo a continuação da existência do lendário V12, a motorização que sempre definiu a Lamborghini desde a sua génese.

A escolha do nome Sian é clara — nada de referências taurinas. Trata-se de uma palavra do dialeto bolonhês que significa “clarão” ou “relâmpago”, em alusão à sua componente elétrica.

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Lamborghini Sian Lamborghini Sian

A mensagem também não podia ser mais clara sobre o poder da hibridização. O Sian é o mais potente e mais rápido Lamborghini de sempre a sair dos estábulos do construtor de Sant’Agata Bolognese.

A combinação do 6.5 V12 com o motor elétrico, integrado na caixa de velocidades, garantem um total de 819 cv (602 kW), tendo como consequência a relação peso-potência mais baixa de qualquer Lamborghini até à data (apesar de não anunciada). A marca anuncia menos de 2,8s para atingir os 100 km/h e mais de 350 km/h de velocidade máxima.

Híbrido, sem bateria

Entrando em mais pormenor no inédito grupo motriz do Lamborghini Sian, deparamos-nos com o mesmo V12 do Aventador SVJ, mas aqui com mais cavalos ainda — 785 cv às 8500 rpm (770 cv no SVJ). O motor elétrico (48 V) debita apenas 34 cv (25 kW) — o suficiente para o boost de potência anunciado e para tomar o controlo em manobras a baixa velocidade e substituir a marcha-atrás.

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Os benefícios trazidos pelo motor elétrico, apesar de apenas contribuir com 34 cv, refletem-se, naturalmente, nas prestações. A Lamborghini declara melhores retomas de aceleração (menos 1,2s do que o SVJ entre os 70 km/h e os 120 km/h, numa relação alta), acelerações puras mais vigorosas até os 130 km/h (o motor elétrico desliga-se a partir desta velocidade), além de mudanças de relação menos abruptas.

A Lamborghini diz que com este sistema híbrido, o Sian é 10% mais rápido do que seria sem este sistema.

Ao contrário de outros híbridos não existe uma bateria para alimentar o motor elétrico. Este é alimentado por um supercondensador, que permite cargas e descargas bem mais rápidas do que uma bateria. Tecnologia já usada pela Lamborghini no Aventador, que fornece energia ao motor de arranque para dar vida ao seu imenso V12, e também pela Mazda no seu sistema i-ELOOP.

No caso do Sian, o supercondensador usado tem 10 vezes a capacidade do usado no Aventador. Este é três vezes mais potente do que uma bateria de peso idêntico, e três vezes mais leve do que uma bateria de igual potência. Para uma melhor distribuição de peso, o supercondensador está localizado à frente do motor, entre este e o cockpit.

Todo o sistema, ou seja, o supercondensador e motor elétrico adicionam 34 kg, pelo que ao debitar 34 cv, o sistema consegue uma relação peso-potência ótima de 1 kg/cv. Para o carregar, não é necessário cabos de qualquer espécie. O supercondensador é totalmente carregado cada vez que usamos os travões — sim, não são mais do que poucos segundos para ter o supercondensador carregado.

Nova era, também no design

O novo Lamborghini Sian deriva do Aventador, mas não foi impedimento para introduzir novos elementos no design e estilo da marca — introduzidos pelo concept Terzo Millennio —, que nos dão pistas valiosas sobre o que esperar para o sucessor do Aventador, da mesma forma que o Reventón serviu de ligação entre o Murciélago e o Aventador.

O motivo gráfico em “Y” que temos visto na óticas da marca ganha no Sian nova expressão gráfica, passando a ter um papel muito mais dominante na dianteira, onde a assinatura luminosa passa a “invadir” as várias entradas de ar presentes.

O outro motivo gráfico recorrente da Lamborghini é o hexágono, estando visível em muitos elementos do Sian, incluindo agora nas óticas traseiras, três por lado — a evocar o Countach, a bitola pela qual todos os Lamborghini se regem para definirem as suas formas, ainda hoje.

Apesar de só agora apresentado, todos os 63 Lamborghini Sian (referência a 1963, o ano de fundação do construtor) já têm dono e todos serão personalizados ao gosto de cada um. Preço? Não sabemos. Para ver este espécime raro ao vivo, a melhor hipótese, por agora, é deslocarmos-nos todos ao próximo Salão de Frankfurt, que abre portas já na próxima semana.

 

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