Ford Performance

Ford. A Performance ainda tem razão de ser?

Detroit, janeiro de 2015. Abrem-se as portas no Salão Automóvel da Motor City original e rapidamente o frio invernal é esquecido, com os olhos dos media concentrados no impressionante Ford GT, que relegou todas as outras novidades presentes no salão para a obscuridade.

Inesperado, como há muito não se via num salão, o herdeiro do lendário Ford GT40, reinterpretava o predecessor de forma ousada, uma fusão entre um superdesportivo de estrada e a máquina de circuitos que definiu a sua concepção — Le Mans era o seu destino, tal e qual o GT40.

O anúncio da Ford Performance ao mundo não poderia ter sido melhor com a revelação surpreendente do Ford GT.

A criação desta nova divisão no universo Ford passou a reunir “sob o mesmo teto” outras já existentes. Desde a Ford Racing, o departamento de competição da marca, à TeamRS (Europa), SVT (Special Vehicle Team) e SVO (Special Vehicle Operation), que têm no currículo alguns dos desportivos ou versões desportivas mais marcantes da marca norte-americana.

Ford GT Concept
Ford GT Concept, apresentado no Salão de Detroit em 2015
Gentleman, start your engines
A Ford Performance é também sinónimo de competição: Nascar, WRC, Turismos, GT (WEC), Drag Racing, Off-Road e até Drift. As máquinas são tão variadas como as disciplinas: desde o Fiesta ao Ford GT, passando pelo Mustang e até pela Ranger.

O revelar do Ford GT acabou por ser o manifesto rolante ideal para definir o propósito Ford Performance. Uma simbiose entre os elevados requisitos da competição e como estes poderiam contribuir para evoluir os Ford com foco na performance — performance que podemos traduzir no plano aerodinâmico, dinâmico ou motorizado.

O GT foi apenas o início. Já previstos estavam uma dúzia de modelos até 2020. Alguns já os conhecemos…

Os Ford Mustang GT350 e GT350 R — o regresso de uma denominação histórica no Mustang — revelaram o lado mais acutilante do pony car, especialmente otimizados para condução em circuito e equipados com um estridente V8 naturalmente aspirado de cambota plana.

Ford Mustang Shelby 350GT R
Ford Mustang Shelby GT350R. o original, ao lado do mais recente GT350R

O Ford Focus RS surgiria com quatro rodas motrizes — uma estreia —, e graças ao seu diferencial traseiro único, tornar-se-ia no primeiro automóvel, baseado numa arquitetura de tração dianteira, a vir munido com um modo… Drift — quem imaginaria tal coisa?

E será que Performance tem só a ver com asfalto? Uma definição limitada, no mínimo. Também a épica Ford F-150 Raptor, ao entrar na sua segunda geração, passaria a ser uma criação da Ford Performance.

Ford F-150 Raptor
Ford F-150 Raptor

A Performance ainda tem razão de ser?

Sim, o mundo automóvel passa pela sua maior mudança (existencial, até…) desde a sua criação, há mais de um século. Condução autónoma e eletrificação são olhados com receio por todos os entusiastas, pelo que este foco renovado na performance pela Ford parece estar em contra-ciclo. Mas não…

O interesse na performance continua tão forte hoje como nos primórdios do automóvel. E é fácil constatá-lo: nunca houve automóveis tão rápidos, em reta e em curva, como nos nossos dias.

Ford Focus RS, Ford Fiesta ST, Ford GT
Ford Focus RS com Ford Fiesta ST e Ford GT

A pergunta que os entusiastas devem fazer é de que modo estes novos desenvolvimentos podem contribuir para a evolução dos automóveis de elevadas prestações. Nem mesmo Carrol Shelby, personagem incontornável na história da performance na Ford, negou-se a abraçar o novo. Estão a imaginá-lo a conduzir entusiasticamente um Cobra a eletrões? Sim, aconteceu…

Ford Performance hoje

As máquinas disponíveis não podiam ser mais díspares. E se temos de começar por algum, comecemos pelo pináculo, o Ford GT, o superdesportivo com motor central traseiro, bilugar, de linhas extremistas, fruto do seu desenvolvimento aerodinâmico, capaz de prestações avassaladoras.

Ford GT
Ford GT

O Ford GT vem equipado com um bloco V6 EcoBoost de 3.5 l, capaz de debitar 656 cv e 746 Nm, transmitidos às rodas traseiras através de um caixa de dupla embraiagem de sete velocidades, capazes de catapultar os 1385 kg de peso até aos 100 km/h em menos de 3,0s; até aos 200 km/h em 11,0s; e atingir uma velocidade máxima de 347 km/h.

Ford Fiesta ST
Ford Fiesta ST

De um extremo para o outro, surge o aclamado Ford Fiesta ST, um compacto hot hatch, reverenciado pela sua dinâmica de exceção, a surgir com inédito bloco EcoBoost de três cilindros em linha, com 1,5 l de capacidade, a debitar 200 cv e 290 Nm (alcançados a umas baixas 1750 rpm), necessitando de apenas 6,5s para atingir os 100 km/h.

Esta nova geração trouxe novos desenvolvimentos como um diferencial autoblocante da Quaife, Launch Control (controlo de arranque) e até Modos de Condução — Normal, Sport e Track.

Ford Ranger Raptor
Ford Ranger Raptor

Por fim, mas não menos importante, a nova Ford Ranger Raptor, inspirada pela maior F-150, uma devoradora de estradões de terra e gravilha. Equipada com um possante bloco Diesel bi-turbo, o 2.0 l EcoBlue, debita 213 cv e 500 Nm, coadjuvado por uma inédita transmissão automática de 10 velocidades.

O maior destaque terá de ir, no entanto, para o seu chassis, otimizado para enfrentar os rigores de uma condução aguerrida onde o asfalto não existe. Reforçado com aço de alta resistência, ganhou braços de suspensão em alumínio e amortecedores FOX Racing de amortecimento ativo; e a rematar pneus específicos para fora de estrada BF Goodrich 285/70 R17.

E esta história não termina aqui. Mais novidades avizinham-se no horizonte…

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