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A Rover nunca produziu um 75 coupé mas houve quem o fizesse

Provavelmente já sabias que a Rover nunca chegou a produzir o 75 Coupé que conhecemos como concept. O que provavelmente não sabias é que um galês decidiu fazer o que a marca nunca fez…

Em 2004 quando a Rover mostrou o protótipo do 75 Coupé houve quem se apressasse a dizer que aquela poderia ser a tábua de salvação de que a marca precisava para sobreviver. No entanto, o protótipo chegou demasiado tarde e a Rover fechou portas em abril de 2005 sem que o elegante coupé alguma vez visse a luz do dia.

Perante a desilusão de ver o seu carro de sonho nunca chegar a ser produzido, houve um homem no País de Gales que não se deu por vencido. Gerry Lloyd, um construtor civil reformado, decidiu que se a Rover não sobreviveu tempo suficiente para lançar o elegante 75 Coupé ele próprio havia de o construir e assim lançou mãos à obra em 2014.

Apenas com as fotos publicadas na imprensa como base decidiu avançar para a criação de um Rover 75 Coupé funcional e que ficasse o mais similar possível ao protótipo que o havia encantado em 2004. Para piorar as coisas Gerry nem podia dar uma vista de olhos ao protótipo pois este tinha desaparecido (só há pouco tempo é que reapareceu, bem à moda dos barn find britânicos).

VÊ TAMBÉM: História. Os coupés da Volvo que antecederam o Polestar 1

Com engenho e arte tudo se faz

O fã da marca britânica não era propriamente um novato no corte e costura de modelos da Rover, tendo já adquirido experiência noutros projetos em que cortou modelos da Rover (como um 75 que criou com duas frentes ou uma pick-up também com base no último topo de gama da marca).

Por isso Gerry avançou para a criação do seu desejado coupé com recurso a um Rover 75, um MG ZT e muitos discos de corte…

 

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Apesar de se querer manter o mais fiel possível ao protótipo original, tal não foi possível para Gerry, por falta de recursos, tendo que adaptar partes de outros modelos para conseguir transformar o quatro portas num duas portas.

Usando como dador da mecânica um MG ZT 190 cujo motor 2.5 V6 considerou adequado ao carro que queria construir, a diferença mais visível verifica-se no desenho das janelas traseiras, que deixam de terminar em vértice como no concept, e passam a apresentar um remate distinto, que nos é bastante familiar…

Rover com peças da BMW, outra vez?!

O remate nas janelas traseiras é familiar, pois parece-se, e comprova-se que é mesmo o Hofmeister Kink, um pormenor estético omnipresente nos BMW faz décadas. E não é de admirar a sua presença neste Rover 75 Coupé. Gerry, após cuidada análise, constatou que o BMW Série 3 Coupé (E46) era o que se aproximava mais em dimensões às suas necessidades para esta transformação.

O que não deixa de ser algo irónico, considerando que o Rover 75 original nasceu ainda a marca britânica estava sob custódia do construtor bávaro.

A partir daí foi todo um trabalho de corte e costura, em que Gerry Lloyd cortou o tejadilho do Rover 75, recuou os pilares B, e aproveitou o teto e as janelas do Série 3 Coupé para a sua obra prima.

A terceira luz de stop passou a estar integrada na porta da bagageira enquanto a cor escolhida veio do catálogo da Aston Martin. Já no interior Jerry manteve o tablier Rover mas usou as forras das portas e os bancos de um BMW Série 4, assim como o seu óculo traseiro.

Ao todo este projeto consumiu a Gerry cerca de 2500 horas de trabalho (18 meses, sete dias por semana) mas no fim o autor deste exemplar único diz-se orgulhoso com aquilo que alcançou e deixa-nos a pensar: como é que teria sido se a Rover tivesse chegado a lançar o Rover 75 Coupé? Será que tinha sobrevivido ou seria já tarde demais?

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