Herança

A história do Jeep, das origens militares ao Wrangler

Percorremos mais de 75 anos de história, desde as origens na Segunda Guerra Mundial, com o Willys MB até ao mais civilizado Wrangler.

Tudo começa em 1939, quando o exército dos EUA lança um concurso para o fornecimento de um veículo ligeiro de reconhecimento. A Willys-Overland ganha com o projeto MA, que depois evolui para o MB, fabricado a partir de 1941. Nasce o Jeep, cujo nome tem origem numa de três hipóteses, os historiadores não se entendem. Uns dizem que a palavra vem da contração das iniciais de veículo General Purpose (GP); outros dizem que vem de uma alcunha que alguém lhe colocou, inspirada no personagem Eugene The Jeep, da banda desenha do Popeye e outros acreditam que Jeep era como o exército americano chamava a todos os seus veículos ligeiros.

O que é verdade é que a Willys fabricou o MB em 368 000 unidades durante a guerra, tendo o modelo servido como carro de reconhecimento, mas também como transporte de tropas, veículo de comando e até ambulância, quando devidamente adaptado.

Willys MB
1943, Willys MB

O MB de 1941 tinha 3360 mm de comprimento, 953 kg de peso e um motor a gasolina de quatro cilindros e 2.2 l, debitando 60 cv transmitidos às quatro rodas através de uma caixa manual de três velocidades e uma caixa de transferências. Quando o conflito terminou, voltou a casa e começou uma vida civil, tal como todos os outros soldados.

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1946, Willys Jeep
1946 Jeep Willys Universal.

Foi transformado em CJ (Civilian Jeep) e ligeiramente adaptado para uso não militar: a roda suplente passou para o lado direito, deixando assim criar uma tampa para a mala, os faróis aumentaram de tamanho e a grelha passou de nove para sete entradas. A mecânica era a mesma e os guarda-lamas da frente continuaram com a parte de cima horizontal daí a alcunha “flat fenders” que os entusiastas deram a todos os CJ até chegar o CJ-5 com os seus guarda-lamas arredondados, que se mantiveram até 1985, quando foi lançada a última evolução desta primeira geração civil, o CJ-10.

1955, Jeep CJ5
1955, Jeep CJ5

O primeiro Wrangler

O YJ de 1987 foi o primeiro a ter o nome Wrangler e a tomar uma orientação claramente mais confortável e civilizada. As vias foram alargadas, a altura ao solo reduzida e a suspensão melhorada, com mais braços de guiamento e barras estabilizadoras, apesar de manter as molas de lâminas. O motor passou a ser um seis cilindros em linha de 3,9 l e 190 cv e o comprimento subiu para 3890 mm. Foi o único a ter faróis retangulares, uma moda da época que irritou os fanáticos ao ponto de aparecerem kits de reconversão para faróis redondos.

1990, Jeep Wrangler YJ
1990, Jeep Wrangler YJ

Quase dez anos depois, em 1996, o TJ passava finalmente para as molas helicoidais, ao partilhar a suspensão com o Grand Cherokee e voltou aos faróis redondos, mantendo o mesmo motor.

1996, Jeep Wrangler TJ
1996, Jeep Wrangler TJ
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Finalmente, em 2007, é lançada a geração que agora terminou a sua vida, o JK que estreou uma nova plataforma, mais larga, com maior distância entre eixos, mas mais curta, para melhorar os ângulos em fora de estrada. Sempre com chassis separado da carroçaria e eixos rígidos. O motor passa a ser um V6 de 3.8 l e 202 cv. A novidade, para os mercados fora dos EUA, é o 2.8 Diesel de quatro cilindros da VM, com 177 cv. De resto, este terceiro Wrangler é o primeiro a entrar na idade da eletrónica, com comandos computadorizados para os principais componentes, além de incluir GPS e ESP, entre outras siglas. Foi também o primeiro a ter disponível uma versão oficial longa de quatro portas, que passou a representar 75% das vendas. O render da guarda aconteceu agora, com a chegada da geração JL.

2007, Jeep Wrangler JK
2007, Jeep Wrangler JK

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