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Indústria Automóvel

Simuladores. Para que serve a realidade virtual na indústria automóvel?

Quem é que se lembra dos simuladores nos anos 80? Um aglomerado de bits e bytes que tentavam recriar de forma rude alguma semelhança com a realidade. Hoje o cenário é totalmente distinto.

A realidade virtual tem evoluído imenso. Uma evolução em parte, sustentada na indústria dos videojogos. Uma indústria que tem dado um enorme contributo à indústria automóvel.

Veja-se o exemplo da Nvidia, uma empresa tradicionalmente ligada aos videojogos, e que hoje é uma das principais fornecedoras de componentes para a indústria automóvel ao nível da condução autónoma, prestando uma ajuda preciosa aos construtores na tentativa de traduzir para linguagem computacional aquilo que os radares e câmaras captam durante um trajeto.

Mas o exemplo que vos trazemos hoje vai mais além. A SEAT recorre aos simuladores e à realidade virtual para desenvolver os seus modelos. Vê como:

Desenhadores com óculos Full HD: conseguem imergir numa experiência de condução semelhante à que terá o futuro cliente. Ainda que o desenho de um automóvel comece sempre com lápis e papel, convive de muito perto com a tecnologia 3D. Graças a esta tecnologia, os desenhadores não só podem avaliar aspetos puramente criativos, como também os mais funcionais, o que permite garantir 90% da viabilidade do projeto numa fase muito inicial.

Os concessionários do futuro
Escolher um carro através de um catálogo será, em breve, uma coisa do passado. Graças à realidade virtual, o cliente poderá definir os acabamentos e a cor de um veículo, vendo o resultado final através de óculos 3D. E não apenas isto, já que também poderá viver a experiência de condução de um test-drive virtual, sem sequer ter de sair do concessionário.

95.000 simulações 3D por modelo: a realidade virtual tem um papel muito importante em toda a fase de desenvolvimento. No caso do novo Ibiza, foram realizadas 95.000 simulações, o dobro das que foram feitas para a geração anterior. Entre outros, foram elaborados testes virtuais de colisão para que os futuros automóveis sejam cada vez mais seguros. Durante aproximadamente três anos e meio de desenvolvimento de um veículo, analisam-se, através de simulações, até 3 milhões de elementos, um valor que não ia além dos 5.000 há 30 anos.

Redução de 30% no tempo de produção de um protótipo: esta tecnologia permitiu reduzir para metade o número de protótipos físicos que era necessário fabricar antes de um novo modelo ser lançado. E também consegue reduzir em 30% o tempo da sua produção. Ao contrário de há algumas décadas, com estas ferramentas é agora possível realizar melhorias e tomar decisões muito mais rapidamente.

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– Mais de 800 áreas melhoradas em cada modelo: esta redução de tempo e de recursos na produção de um automóvel repercute-se positivamente no cliente, não apenas na qualidade e na precisão do produto, mas também na redução do preço final. No caso do SEAT Ateca, foram feitas cerca de 800 melhorias antes do início da produção.

Uma fábrica virtual. Sim, parece que é possível.

Mergulho na fábrica virtual: as tecnologias virtuais também permitem uma experiência de imersão na reprodução de um mundo real. A este respeito, com uns óculos 3D e alguns comandos, os técnicos do Centro de Desenvolvimento de Protótipos conseguem imitar os movimentos efetuados pelos operadores da linha de montagem e assim otimizar o tempo de trabalho, melhorar a ergonomia e ver o resultado final com o recurso a óculos 3D.

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