Antevisão

Aston Martin terá um rival do Ferrari 488 e um SUV

A Aston Martin apresentará um modelo por ano até 2023. Entre os futuros modelos estará um rival, com motor central traseiro, para o Ferrari 488.

A confirmação foi dada pelo próprio diretor executivo da marca, Andy Palmer. Em declarações à publicação britânica AutoExpress, Andy Palmer revelou os planos da marca para os próximos seis anos, que vai culminar com a substituição dos recém-lançado DB11 pelo DB12 em 2023.

A prioridade, para já, será substituir os atuais GT da marca. Após o DB11 que substituiu o DB9, conheceremos o sucessor do Vantage ainda este ano e, em 2018, será a vez do Vanquish. O Vantage, recordemos, fará uso do V8 que encontramos no Mercedes-AMG GT, fruto do acordo celebrado entre os dois construtores.

Em 2019 será dado a conhecer talvez o mais controverso dos futuros Aston Martin, o DBX, o primeiro SUV da marca. Nem a exclusiva Aston Martin resistiu ao apelo de volume de vendas e lucro deste tipo de modelos.

2016 Aston Martin DBX
Aston Martin DBX

Um rival para o Ferrari 488

A Aston Martin ao longo da sua história foi sempre conhecida pelos seus GT. E estes sempre obedeceram à arquitetura clássica: motor frontal longitudinal e tração traseira. Mesmo máquinas exóticas como o One-77 e o Vulcan mantiveram-se fiéis a esse princípio.

E se a marca pode ter um DBX, também existe espaço para um superdesportivo com motor central traseiro. Um já o conhecemos: o Valkyrie. Mas este situa-se na estratosfera do mundo automóvel. Em 2020, conheceremos uma proposta mais “terrena” que enfrentará diretamente as referências da classe. Não só o já mencionado Ferrari 488, como o Lamborghini Huracán ou o também britânico e recentemente apresentado McLaren 720S.

Em 2019 teremos o DBX e depois teremos - a bem do argumento - chamemos-lhe um concorrente para o 488.
Entre os nossos pilares de preço temos o Vantage, DB11 e Vanquish - e acima deles não temos nada. Nós temos um preço de transação médio um pouco abaixo da Ferrari, pelo que precisamos de algo que ligue o Valkyrie que custa entre 2.5 e 3 milhões de libras ao resto dos modelos.
Temos um espaço vazio onde carros como o 488 se situam.

Andy Palmer, diretor executivo da Aston Martin

Palmer foi parco em detalhes, mas apesar da arquitetura distinta dos GT, partilhará componentes com estes e as lições aprendidas com Valkyrie serão aplicadas a este novo superdesportivo.

2015 Lagonda Taraf
Lagonda Taraf

Os dois anos seguintes – 2021 e 2022 -, será a vez da Lagonda. Atualmente, o nome Lagonda é apenas aplicado a uma exclusiva berlina de quatro portas, o Taraf. Esta berlina V12 com um preço de um milhão de euros foi produzida em 200 unidades apenas. Os novos Lagonda – para já conhecidos apenas como One e Two -, serão ambos berlinas de luxo.

Aston Martin a eletrões

Fora deste plano haverá mais Aston Martin. Desde variantes de modelos como o DB11 Volante (versão descapotável), que aparecerá em 2018, passando pelo Valkyrie em 2019, até à versão elétrica do Rapide que aparecerá já no próximo ano.

O Rapide elétrico recorrerá a tecnologia da Faraday Future, mas dado o futuro incerto da empresa, Andy Palmer poderá recorrer à Williams para fornecer a tecnologia necessária. Este modelo também servirá de laboratório de testes para os futuros DBX e berlinas Lagonda elétricas.

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