Ao volante do novo Mazda6 com G-Vectoring Control

Numa altura em que as marcas generalistas (e não só…) apontam baterias para o segmento SUV, a Mazda continua a sua cruzada no segmento D com o renovado Mazda6. Justifica-se? Claro que sim.

É um facto: 2016 foi ano de crescimento para a Mazda. Pela quarta vez consecutiva, a marca nipónica voltou a registar um crescimento de vendas na Europa. Uma evolução que se justifica, em grande parte, pela renovação bem sucedida dos seus principais modelos nos últimos dois anos.

Além dos novos CX-5, Mazda3 e MX-5 RF, a aposta para 2017 recai também sobre o renovado Mazda6, nas versões carrinha e berlina. Mais do que uma atualização estética, a Mazda enriqueceu recentemente o seu topo de gama com o sistema G-Vectoring Control, juntamente com novidades nos motores diesel SKYACTIV-D 2.2.

Ligeiras melhorias que todas somadas aumentam as qualidades deste modelo muito bem nascido da marca sediada em Hiroshima, Japão.

O mesmo design, mais tecnologia

Por fora, a Mazda seguiu a lógica “em equipa vencedora não se mexe”, e como tal, a Mazda6 mantém-se fiel à linguagem KODO, não apresentando alterações. Continua a ser das propostas de traço mais dinâmico e apelativo no segmento, com pormenores distintivos, como os contornos dos arcos das rodas, que começam na grelha e só acabam nas portas dianteiras.

No interior, o modelo nipónico faz-se valer de um novo ecrã tátil de 4.6 polegadas e um head-up display de maior resolução. O novo grafismo e cores permitem uma maior legibilidade sob diferentes condições de luz, e torna-se especialmente útil para nos alertar quando viajamos acima da velocidade permitida.

Falando do espaço, os passageiros do bancos de trás também não se podem queixar. Espaço para as pernas não falta. Os 4.80 metros de comprimento desta carrinha garantem ainda 522 litros de capacidade de mala.

Motor Diesel mais competente e… silencioso

Foi em andamento que pudemos conhecer as grandes novidades do Mazda6, a começar pelo ruído do motor (ou a falta dele…). A Mazda apostou no refinamento das suas motorizações Diesel com três novos sistemas: Natural Sound Smoother, Natural Sound Frequency Control e High-Precision DE Boost Control.

O primeiro sistema utiliza uma peça metálica (localizada no interior dos êmbolos) que anula as vibrações geradas pelo momento de explosão da mistura ar/gasóleo, enquanto que o segundo adapta o timing do motor para neutralizar as ondas de pressão e consequentemente reduzir as vibrações. É assim que funciona o NSS:

Na prática, estes dois sistemas tornam o funcionamento do motor 2.2 litros significativamente mais suave e silencioso, para a qual contribui também o bom isolamento acústico do habitáculo.

O terceiro e último sistema, High-Precision DE Boost Control, é responsável por melhorar o controlo de pressão do turbo e melhorar a resposta do acelerador.

Em termos de desempenho, o motor SKYACTIV-D 2.2 de 175 cv não deixa nada a desejar, antes pelo contrário. Nesta versão com caixa manual de seis velocidades, a resposta do motor é linear e progressiva, permitindo imprimir andamentos vivos em todas as faixas de rotação. Por outro lado, os 420 Nm de binário fazem com que possamos encarar as manobras de ultrapassagem sem qualquer receio.

A NÃO PERDER: Mazda está a trabalhar num novo motor que dispensa velas de ignição

No que à dinâmica diz respeito o Mazda6 está em bom plano. O novo sistema de auxílio dinâmico G-Vectoring Control que equipa este modelo comanda de forma integrada o motor, caixa e chassis para melhorar tanto a rapidez de resposta do conjunto como a estabilidade. Mais um ingrediente para alcançar o Jinba Ittai, um conceito que em bom português significa “cavalo e cavaleiro como um todo”. É fácil perceber quem é quem nesta transposição do mundo equestre para o mundo dos automóveis.

No final do ensaio, naturalmente, não alcançamos os consumos anunciados pela marca – a entrada em vigor das novas normas de homologação de consumos e emissões deverão diminuir estas discrepâncias. Ainda assim o painel de instrumentos acusou um valor simpático: 6.4 litros/100km em utilização mista e despreocupada.

Veredito.

Num segmento que está cada vez mais sufocado por SUV’s, a Mazda continua a apostar também nas carrinhas. E se no caso do CX-5, o bestseller da marca, os resultados têm sido positivos, temos razões para acreditar que no Mazda6 não será diferente.

Não é segredo para ninguém que a Mazda se quer afirmar como uma marca premium. O renovado Mazda6, que agora está disponível com um leque de tecnologias que tardavam em chegar a Portugal, é mais um passo nesse sentido.

É confortável, espaçoso, suficientemente equipado e fácil de conduzir – uma alternativa bastante viável para aqueles que ainda resistem em comprar um SUV.

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