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Cabify: afinal taxistas pretendem travar concorrente da Uber

A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) e a ANTRAL estão contra a entrada da Cabify em Portugal. Uma aplicação que segundo Carlos Ramos, Presidente da FPT, é apenas uma “Uber mais pequena” e como tal “vai operar na ilegalidade”.

À polémica entre a Uber e os táxis junta-se agora a Cabify, uma empresa de serviços de transporte que opera em 18 cidades de cinco países e chega a Portugal na próxima quarta-feira (11 de Maio).

Em declarações à Razão Automóvel e depois de terem sido divulgadas mais informações sobre a Cabify, o presidente da FPT, Carlos Ramos, reconsiderou a sua posição. O responsável considera que esta empresa “é uma Uber mais pequena” e assim sendo vai “operar na ilegalidade”. O porta-voz da Federação revelou ainda que “a FPT espera a intervenção do Governo ou do Parlamento, mas também uma resposta por parte da Justiça”. Carlos Ramos não ignora que existem alguns problemas no serviço prestado pelos táxis, mas que não são “plataformas ilegais” que os vão resolver.

Carlos Ramos considera também que “é necessário reajustar a oferta de serviços de transporte à procura” e que “a tendência de liberalização do sector vai prejudicar quem já está operar, para que outros possam entrar com menos restrições”.

Já o Presidente da ANTRAL (Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros), Florêncio de Almeida, em declarações ao Observador, admitiu que vão recorrer à Justiça para impedir a Cabify de operar em Portugal. “Vejo isto com preocupação, tal como vejo a Uber e outras que hão-de aparecer. Não são só estas. Ou isto é regulamentado ou torna-se uma concorrência infernal”, afirmou.

Para Florêncio de Almeida, a intenção da Cabify em distribuir serviços para taxistas serve apenas para “encobrir”, visto que “não podem trabalhar com uns legais e outros ilegais”. Assim, o presidente da ANTRAL diz que a única solução é legalizar o serviço, obrigando a empresa espanhola a pagar as mesmas licenças e alvarás que pagam os táxis.

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Por outro lado, a Uber afirma que a entrada de um novo concorrente no mercado é positiva. “A existência de concorrência e de alternativas na forma como deslocamos do ponto A para o ponto B nas cidades é algo que vemos como muito positivo para os consumidores e para as cidades portuguesas”, comentou o diretor geral da Uber em Portugal, Rui Bento.

A Razão Automóvel tentou contactar a Cabify, mas ainda não foi possível obter quaisquer declarações até à hora de publicação desta notícia.

Texto: Diogo Teixeira

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