Hennessey Venom GT: O carro de produção mais rápido do planeta

A Hennessey prometeu, a Hennessey cumpriu. O Hennessey Venom GT é mesmo o carro de produção mais rápido do planeta.

Aqueles que acompanham o Razão Automóvel há mais tempo conhecem o Hennessey Venom GT, bem como a história da sua criação. Mas como a história se conta em poucas palavras, voltamos a repetir. Tudo começou quanto um texano, com recursos limitados mas vontade férrea decidiu enfrentar um dos maiores gigantes da industria automóvel por um título: o de carro de produção mais rápido do mundo.

Verdade seja dita, o fiel da balança nunca pendeu para o lado da Hennessey. Mas como a história automóvel está cheia de surpresas, com um pouco de loucura à mistura, muita fé e verdadeiros conhecimento técnicos a Hennessey conseguiu mesmo roubar o título ao Bugatti Veyron, modelo que pertence ao universo do gigantesco Grupo Volkswagen.

E como sabem, a frieza dos números não olha nem a gigantes nem a pequenos, e portanto neste campeonato dos números ganha o aquele que tem melhores valores. Com o seu motor 7.0L V8 biturbo de 1240cv de potência  e menos de 1.200 kg de peso, o Hennessey Venom GT chegou aos 435,31 km/h, superando assim o recorde do Bugatti Veyron Super Sport: 434,39 km/h.

Baseado num simpático Lotus Elise, a distância que separa o original Lotus Elise do Hennessey Venom GT, é a mesma que separa um simpático escuteiro de um militar de elite.

Mas voltando ao recorde, este foi conseguido na pista de aterragem do Kennedy Space Center, a 14 de Fevereiro. Segundo os dados do VBox (aparelho usado na medição), o Venom foi dos 32 km/h aos 193 km/h em apenas 7,71 segundos, conseguindo alcançar nesse exercício acelerações longitudinais de 1,2 g. Segurem-se: dos 193 km/h aos 354 km/h foram precisos menos de 10 segundos!

Apesar de ter superado a velocidade do Bugatti Veyron, o Hennessey Venom não será oficialmente considerado o carro mais rápido do mundo. Tudo porque que a homologação do recorde exige que a velocidade seja atingida em duas tentativas, em sentidos opostos. Isto para evitar que algum registo seja influenciado pelo vento. Infelizmente, por motivos desconhecidos a direção do Kennedy Space Center não autorizou que a medição fosse feita no sentido oposto. Se a vitória formal escapou-lhes? Talvez. Mas no final do dia o que conta é que o Hennessey foi mesmo mais rápido que o Bugatti Veyron.

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