Rally de Portugal: A dureza das terras lusas foi uma constante no 2º dia (resumo)

Terreno difícil promete fazer a vida difícil aos pilotos e máquinas. Ogier mais líder, enquanto Hirvonen aposta nos «imprevistos» para ganhar terreno no último dia.

Nada pára Sébastien Ogier, nem uma infecção viral. O francês da equipa Volkswagen está a caminho da sua terceira vitória consecutiva no WRC e também da sua a terceira vitória em solo português. Ao ganhar quatro das seis especiais do dia, Sebastien Ogier dilatou a vantagem para o seu companheiro Jari-Matti Latvala em 34,8s, tornando praticamente impossível que o finlandês a esta distância  consiga pressionar Ogier no último dia de prova.

No entanto, a história dos ralis é feita de contra-tempos e o Rally de Portugal não é excepção. Que o diga os vários pilotos que têm tido dificuldades na gestão dos pneus –  os jogos de pneus são limitados e a prova portuguesa tem castigado sem apelo nem agravo pilotos e máquinas. Basta um deslize para comprometer toda a vantagem. E o dia de amanhã será marcado pelos temidos 52,3 km do troço de Almodôvar, que será palco da Powerstage de atribuição de pontos-extra. Todos os cuidados serão poucos.

Volkswagen domina, Citroen à espera do erro

hirvonen

O melhor «não-Volkswagen» foi uma vez mais Mikko Hirvonen ao volante do Citroen DS3 WRC. Sem andamento para acompanhar a armada alemã, Hirvonen concentrou-se em reforçar o terceiro lugar e poupar a mecânica para o dia de amanhã. Todas as suas «fichas» foram colocadas na possibilidade dos seus rivais terem problemas na decisiva etapa de amanhã.

Fora do pódio está o representante da M-Sport, Evgeny Novikov, ainda sem argumentos para se misturar com a «nata» dos mundialistas. O russo está a 3m15s de Hirvonen e tem 1m55s de vantagem sobre Nasser Al-Attiyah, também aos comandos de um Ford Fiesta RS. Andreas Mikkelsen é sexto na estreia com o terceiro Volkswagen.

Destaque, mas pela negativa para Dani Sordo, que estava a ameaçar a liderança de Ogier mas acabou por ceder, ao bater no primeiro troço do dia, em Santana da Serra.

Santana da Serra foi carrasca para a «armada lusa»

O contingente luso sofreu mais duas baixas com os abandonos de Pedro Meireles e de Ricardo Moura. O primeiro, com o braço de suspensão do seu Skoda Fabia S2000 partido. Meireles era segundo classificado na categoria, mas não resistiu á dura segunda passagem por Santana da Serra.

Quem também não resistiu à exigente etapa de Santana da Serra foi Ricardo Moura devido à quebra do chassis do Mitsubishi Lancer. Um problema que eventualmente teve origem na forma com o piloto luso atacou o dia de ontem, forçando o andamento e a máquina para recuperar o tempo perdido.

Para seguirem os resultados de todos os pilotos e categorias cliquem aqui. Vídeo resumo das etapas 5 e 6: