A sério… os «piscas» não mordem.

Parece que entre nós, há condutores que desenvolveram uma fobia muito grave: a fobia aos piscas.

“Fo·bi·a
substantivo feminino, do grego phóbos, «medo» +-ia
1. PSICOLOGIA medo patológico, sobretudo pelo carácter obsessivo, de certos objetos, atos ou situações
2. medo ou aversão impossível de conter

in Dicionário infopédia da Língua Portuguesa

Há uns tempos dedicámos umas linhas aos «Azelhas da faixa do meio», lembram-se? Aqueles condutores que circulam pacificamente na via central como se fossem os únicos na estrada, causando congestionamento e perigando a segurança de todos.

Hoje vamos falar de outra espécie… aquela espécie que teima em não usar as luzes avisadoras (vulgo piscas) para assinalar as suas manobras. É a eles que dirigimos estas palavras: os piscas não mordem! A sério, os-piscas-não-mordem-mesmo! Não mordem, não causam comichão, não estragam as unhas e não matam…

Experimenta tocar na haste dos piscas. Não é amanhã, é hoje. Vamos lá, ganha coragem! Com a vantagem de que com este simples gesto, podes evitar acidentes e dissabores com outros condutores. Não é só por ti, é por todos aqueles condutores com quem divides a estrada.

Mas se a segurança rodoviária não é motivo suficiente para ti, há mais motivos. Nomeadamente legais. Lê-se o seguinte no Código da Estrada, diploma legal do qual já devias ter ouvido falar:

Secção II — Sinais dos condutores

Artigo 21.º — Sinalização de manobras

1 – Quando o condutor pretender reduzir a velocidade, parar, estacionar, mudar de direção ou de via de trânsito, iniciar uma ultrapassagem ou inverter o sentido de marcha, deve assinalar com a necessária antecedência a sua intenção.
2 – O sinal deve manter-se enquanto se efetua a manobra e cessar logo que ela esteja concluída.
3 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de (euro) 60 a (euro) 300.

Estamos a abordar este assunto de forma leve, mas é um assunto importante. Àqueles que todos os dias usam os piscas e sofrem com estes condutores lançamos um repto: partilha este artigo e pode ser que consigamos contribuir para a «cura» desta fobia gravíssima que assola as estradas nacionais.

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