Autozombies: o Facebook pode esperar…

08/06/2015
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Telefone numa mão e volante na outra. Uma combinação triste e que infelizmente é cada vez mais recorrente. Cuidado com os autozombies.

Hoje a caminho de Sintra cruzei-me com dois autozombies na IC19. Os autozombies são uma nova categoria de automobilistas, que se caracterizam por tentarem conduzir e trocar mensagens ao mesmo tempo. Um nova epidemia que se junta às já conhecidas: autoaceleras e autobêbados. Qual a mais grave…

É relativamente fácil diagnosticar o síndrome de autozombie num automobilista. Circulam pela estrada ao ‘esses’, alheados de tudo aquilo que os rodeia, respondendo apenas aos estímulos do telemóvel e das buzinas que bondosamente os alertam para algumas saídas de faixa e/ou acidentes eminentes.

Não é uma doença terminal (tem cura…) mas normalmente a cura vem sob a forma de um tratamento de choque… choque numa árvore, choque na traseira de outro carro, choque num rail, etc. Há autozombies que morrem durante este processo de tratamento, e que levam alguns automobilistas saudáveis com eles o que é ainda mais triste.

Analogias à parte, manusear o telemóvel enquanto se conduz é um verdadeiro problema de saúde pública. Um comportamento que deve ser socialmente reprovado por todos nós – tanto quanto conduzir sob o efeito de álcool, até porque as consequências são semelhantes. Não seja um autozombie. Afinal de contas, o Facebook pode esperar. Verdade?

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Diretor Editorial e co-fundador da Razão Automóvel. Tem 29 anos, ama os automóveis mas tem uma paixão secreta: as duas rodas! Praticante de todo-o-terreno, iniciou-se nas lides da condução aos comandos de um Citroen Ax. Não resiste a umas boas curvas, seja no asfalto ou numa folha de papel.