Ferrari. Em 2030 cerca de 80% das vendas serão híbridos e elétricos

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Ferrari. Em 2030 cerca de 80% das vendas serão híbridos e elétricos

Focada na eletrificação, os planos da Ferrari incluem um inédito elétrico em 2025 e o lançamento de 15 novos modelos entre 2023 e 2026.

Revelados numa conferência com investidores, os planos da Ferrari para os próximos anos (2023-2026) deixam bem clara a aposta da marca de Maranello na eletrificação.

Não só iremos conhecer o primeiro elétrico da marca em 2025, como a Ferrari anunciou o investimento de 4,4 mil milhões de euros até 2026 no desenvolvimento de modelos elétricos e híbridos plug-in.

Ao mesmo tempo revelou que vai desenvolver e produzir os seus próprios motores elétricos, inversores e módulos de bateria numa nova linha de montagem em Maranello.

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Ferrari SF90 Stradale
O Ferrari SF90 Stradale foi o primeiro híbrido plug-in da marca italiana 

Em resultado desta aposta, a Ferrari anunciou que 60% da sua gama será composta por modelos elétricos e híbridos plug-in já em 2026, devendo estes corresponder a 80% das vendas em 2030.

Talvez para serenar os fãs da marca do Cavallino Rampante, John Elkann, o presidente da Ferrari, afirmou: “O conjunto de oportunidades de eletrificação e electrónica vai-nos permitir fazer carros ainda mais exclusivos”.

Metas ambiciosas

Tal como John Elkann, também Benedetto Vigna, o ainda recente diretor executivo da marca italiana, mostra-se otimista acerca da eletrificação: “Acreditamos que podemos usar o motor elétrico para melhorar a performance dos nossos carros”.

Este otimismo traduz-se numa aposta sem precedentes no lançamento de novos modelos, estando prevista a chegada de 15 novos modelos entre 2023 e 2026.

Um deles, como já referimos, será o primeiro modelo 100% elétrico da Ferrari, prometido para 2025 e do qual se espera que, logo nesse ano, corresponda a 5% das vendas totais da Ferrari. Já para 2030 a meta é mais ambiciosa, e a Ferrari quer que 40% das suas vendas correspondam a modelos elétricos.

 

Quanto aos híbridos, em 2025 Benedetto Vigna espera que estes correspondam a 55% das vendas em 2025 (em 2021 ficaram-se pelos 20%) antes de baixarem para os 40% em 2030 em consequência da maior procura (e oferta) de modelos elétricos.

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Condução autónoma? Não, obrigado

Apesar da aposta na eletrificação, os planos da Ferrari não incluem a condução autónoma, com a marca italiana a preferir investir o dinheiro que iria gastar nesta área no seu plano de eletrificação.

Segundo Benedetto Vigna, a marca vai oferecer apenas sistemas de “Nível 2 Plus” que são capazes de auxiliar a direção e a travagem mas que não retiram controlo ao condutor.

Vigna vai até mais longe, afirmando: “Nenhum cliente vai gastar dinheiro para que seja um computador a usufruir da experiência de condução (…)  O valor do Homem no centro é fundamental”.

Curiosamente, recentemente a Ferrari recebeu alguns especialistas em Inteligência Artificial que queriam explicar à marca porque é que esta deveria investir na condução autónoma. De acordo com Vigna, foram convidados a dar uma volta em Fiorano a bordo de um Ferrari pilotado por um piloto de testes da marca e depressa mudaram de ideias.

Fonte: Automotive News Europe

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