Crise dos semicondutores. Qual o «ponto da situação»?

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Crise dos semicondutores. Qual o «ponto da situação»?

Os fabricantes de automóveis apontam para melhorias no segundo semestre, mas os fornecedores de chips estão pessimistas quanto ao fim da crise dos semicondutores.

A crise dos semicondutores afeta a indústria automóvel há quase dois anos, mas já há construtores a ver uma «luz ao fundo do túnel».

As previsões da General Motors (GM) apontam para melhorias no segundo semestre do ano em tudo idênticas às da Ford. Já a Hyundai acredita que 2022 trará melhorias, mas só no último trimestre do ano.

Neste campo, a Tesla mostra-se mais cautelosa. Até agora foi particularmente capaz de «fintar» a escassez de chips, a marca de Elon Musk aponta para que esta crise dos semicondutores dure até ao final do ano, aliviando apenas em 2023.

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Autoeuropa
A Volkswagen Autoeuropa não escapou à crise dos semicondutores e já teve de parar a produção por mais do que uma vez.

Acerca da crise dos semicondutores, na conferência de apresentação de resultados em janeiro, Elon Musk afirmou que “a escassez não era um problema de longo prazo”, acusando ainda os outros fabricantes automóveis de terem “comprado em pânico”, o que atrasou as cadeias de fornecimento.

Nem todos concordam

Apesar do otimismo evidenciado pela GM, Ford e Hyundai, nem todos os construtores parecem acreditar no fim da crise dos semicondutores em 2022.

Um deles é o Grupo Volkswagen, cujas previsões para 2022 são algo pessimistas (ou serão antes realistas?), com fontes internas do grupo alemão a afirmarem à publicação Manager Magazin que, no pior dos cenários, as entregas de veículos novos do Grupo em 2022 poderão cair para as oito milhões de unidades.

Para terem uma ideia, em 2021 (que já foi um ano negativo com uma quebra de 4,5%), o Grupo Volkswagen entregou um total de 8,882 milhões de veículos em todo o mundo.

A visão dos fornecedores

Enquanto os construtores se mostram algo otimistas, o mesmo não acontece do lado dos fornecedores, com a Infineon e a NXP a traçarem um cenário mais pessimista.

Começando pela Infineon, o seu diretor executivo afirmou que “As limitações de oferta estão longe de terminar e persistirão em 2022”. Um dos grandes receios da empresa prende-se com a gestão chinesa da pandemia, que pode traduzir-se no fecho de fábricas, tendo em conta a sua estratégia zero-Covid.

Ainda assim, a Infineon acredita que no segundo semestre alguns chips comecem a estar mais disponíveis. Infelizmente, não serão aqueles a que a indústria automóvel mais recorre.

Por fim, a NXP também aponta para um 2022 complicado, não prevendo que a crise dos semicondutores termine já em 2022.

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