WRC 2022. Tudo o que muda com os eletrificados Rally1

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WRC 2022. Tudo o que muda com os eletrificados Rally1

Os Rally1 não só trazem a eletrificação e uma maior consciência ambiental para os ralis como a promessa da redução de custos.

O WRC 2022 está quase a começar — o rali de Monte Carlo arranca no dia 20 de janeiro — e é um momento histórico na história da disciplina com a introdução dos Rally1, os primeiros carros eletrificados a disputarem a categoria máxima do campeonato mundial de ralis.

Os Rally1 são os substitutos dos bem sucedidos WRC que dominaram os troços de ralis durante um quarto de século e têm como objetivo permitir não só uma considerável redução de custos, como trazer uma maior (e já «obrigatória») consciência ambiental à disciplina.

Para já, são três as marcas comprometidas com a classe de topo dos ralis — Ford, Hyundai e Toyota. Contudo, a FIA espera que a eletrificação e a redução de custos «seduza» mais construtores, algo que o novo Presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, já definiu como objetivo.

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Ford Puma Hybrid Rally1

Eletrificados, pela primeira vez

Apesar de manterem os motores turbo a gasolina com 1.6 l e 380 cv usados desde 2011 pelos WRC, os novos Rally1 juntam-lhe um sistema híbrido plug-in que conta com uma bateria de 3,9 kWh e um motor-gerador elétrico que fornece uma potência adicional, em aceleração, de 100 kW (136 cv). Graças a isto, os carros terão, em algumas circunstâncias, mais de 500 cv.

No total, as equipas poderão escolher entre três mapas de potência híbridos personalizados para usar durante os troços. Além disso, as marcas poderão criar mapas adicionais para regeneração, estando a recuperação por travagem limitada aos 30 kW.

Hyundai i20N Rally1

Além disto, o sistema híbrido plug-in será usado para assegurar que as ligações entre troços e a passagem por localidades seja feita em modo elétrico, tudo num esforço para reduzir a «pegada ambiental» do Campeonato do Mundo de Ralis.

Por falar em sustentabilidade, o Campeonato do Mundo de Ralis vai deixar de consumir combustíveis fósseis, recorrendo ainda a fontes sustentáveis de energia durante os eventos (por exemplo, no paddock).

Simplificar foi a ordem

Se no campo do grupo propulsor os Rally1 são particularmente mais complexos do que os modelos que substituem, em tudo o resto a «palavra de ordem» foi só uma: simplificar.

Para começar, a aerodinâmica tornou-se menos complexa, com as condutas «ocultas» a desaparecerem. Já no campo da suspensão além dos amortecedores, cubos, suportes e barras estabilizadoras terem sido simplificados, o curso de suspensão foi reduzido.

Toyota GR Yaris Rally1

O sistema de refrigeração líquida dos travões também foi abolido e até o depósito de combustível foi alvo de alterações, passando a apresentar uma forma mais simples para conter os custos de produção.

Por fim, no que respeita à transmissão, apesar de manterem a tração integral, os Rally1 passaram a contar com uma caixa de cinco relações em vez de seis como era até agora, tendo também perdido o diferencial central ativo.

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WRC (ainda) não «saem de cena»

Apesar da estreia dos Rally1 em 2022, os WRC desenvolvidos segundo os regulamentos que vigoraram entre 2017 e 2021 não vão diretamente para a reforma.

Toyota Yaris WRC
Os antigos WRC vão poder correr em 2022, mas terão de cumprir algumas normas.

Graças à ratificação de uma proposta da Comissão do WRC por parte do Conselho Mundial do Desporto Automóvel, estes carros vão poder correr em 2022, mas não «nas mãos» de qualquer piloto. Ainda assim, terão de contar com um novo restritor no turbo para debitarem, em média, menos 30 cv do que até agoira.

Assim, em 2022, os pilotos que não tenham marcado pontos para uma equipa oficial de fábrica nos últimos cinco anos vão poder usar os WRC.

Graças a esta decisão, durante uma temporada vamos poder assistir a um «choque» entre o passado e o futuro dos ralis.

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