Dos citadinos aos carros de luxo. Qual o segmento que mais vendeu em 2021 em Portugal?

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Dos citadinos aos carros de luxo. Qual o segmento que mais vendeu em 2021 em Portugal?

Continuamos a «partir» os números do mercado automóvel nacional em 2021, analisando, desta vez, a sua distribuição por segmento.

Para perceber de que forma o mercado automóvel nacional está a evoluir nas preferências dos consumidores, nada como agrupar os números de vendas de todos os modelos e versões em categorias, como o tipo de combustível que usam, o formato da sua carroçaria — como fizemos recentemente —, e agora, como foi a sua distribuição por segmento em 2021.

Os segmentos do mercado estão identificados por letras, e quanto mais avançada é a posição da letra no alfabeto, mais elevado é o posicionamento desse segmento.

Assim temos o mercado dividido em seis segmentos principais: A, B, C, D, E, F. Que podemos traduzir, de forma menos abstracta por, respetivamente: citadinos, utilitários, familiares compactos, familiares médios/executivos médios, familiares grandes/executivos grandes, luxo.

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Volkswagen T-Roc
Quando foi lançado, o Volkswagen T-Roc foi motivo de inúmeras discussões sobre o seu posicionamento no mercado: segmento B ou C? O lançamento posterior do T-Cross veio trazer alguma clareza à discussão, empurrando-o para o segmento C.

Hoje não é assim tão simples, pois existem sub-segmentos, nichos e modelos que simplesmente é o «cabo dos trabalhos» encaixá-los com certeza num segmento ou outro — acabam por estar confortavelmente entre dois. Uma dificuldade acrescida pela invasão de SUV/Crossover que continuam a redefinir o espaço automóvel e, consequentemente e mais recentemente, pelas novas propostas crossover 100% elétricas.

Segmento B: o «dono disto tudo»

Mas independentemente disto tudo, os números foram reunidos e conseguimos «desenhar» a composição do mercado automóvel nacional em 2021 por segmento.

Como nota, a ACAP, de onde retirámos os números, entendeu separar os segmentos entre carros e SUV, com os segmentos B, C, D e E a encontrarem eco nos B-SUV, C-SUV, D-SUV e E-SUV.

E, sem surpresa, é o segmento B, o dos utilitários, o que mais vendas reuniu em Portugal.

Basta dar uma «vista de olhos» aos 10 modelos mais vendidos em 2021 e depressa nos mostra que o segmento B (sejam carros ou SUV) domina as escolhas dos portugueses, muito provavelmente pela sua capacidade de conjugar um preço mais acessível com cotas de habitabilidade cada vez mais generosas que lhes permitem ser o único carro de uma família.

Assim, venderam-se 35 192 modelos de segmento B (sem contar com os B-SUV), um número que garantiu a este segmento uma quota de mercado de 24,3%. Já os B-SUV, descritos pela ACAP como SUV pequenos, foram vendidas 28 488 unidades, o que corresponde a uma quota de 19,7%.

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O tradicionalmente «forte» segmento C registou 28 915 unidades e uma quota de mercado de 20%, sendo que os SUV deste segmento alcançaram a marca das 23 666 unidades matriculadas e uma quota de 19,7%.

Destaque ainda para o facto de se terem vendido mais modelos do segmento D — 8262 unidades e uma quota de 5,7% — do que do segmento A — 7924 unidades e 5,5% de quota de mercado. Aliás, venderam-se quase tantos D-SUV, ou SUV médios (7556 unidades) como citadinos em 2021, num claro sinal de que este é um segmento automóvel que já teve melhores dias.

Segmento Vendas Variação (2021/20) Quota
Segmento A 7924 -4,73% 5,5%
Segmento B 35 192 +2,24% 24,3%
Segmento C 28 915 -19,41% 20%
Segmento D 8262 -12,84% 5,7%
Segmento E 2463 -9,32% 1,7%
Segmento F 911 -1,94% 0,6%
B-SUV 28 488 +18,11% 19,7%
C-SUV 23 666 +21,65% 16,3%
D-SUV 7556 +10,63% 5,2%
E-SUV 1457 -6,24% 1%

Por fim, olhando para a tabela acima que mostra a performance do mercado automóvel nacional em 2021 por segmento, de notar que, à exceção do segmento B, os únicos segmentos do mercado que subiram (e bem acima dos 1,9% do mercado) foram os dos SUV, exceção feita aos maiores e mais caros E-SUV, que tiveram uma quebra de 6,24%.

Fonte: ACAP

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