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Curiosidades

Por que motivo muitos carros alemães estão limitados a 250 km/h?

Muitos automóveis alemães estão limitados a 250 km/h mesmo quando têm potência para dar mais velocidade. Porquê?

Desde muito novo que comecei a reparar que muitos dos modelos alemães, apesar de bastante potentes, «só» atingiam os 250 km/h de velocidade máxima, enquanto modelos italianos ou norte-americanos conseguiam ir além desse limite.

É certo que nessa idade precoce, a única medida que eu usava para avaliar (ou pelo menos tentar…) os vários automóveis que via era a velocidade máxima. E a regra era: os que andavam mais eram sempre os melhores.

Ao início pensei que pudesse estar relacionado com algum limite das estradas alemães, até que tomei conhecimento, mais tarde, que várias das famosas autobahn nem sequer tinham restrições de velocidade. Foi só quando cheguei à idade de adulto que, finalmente, encontrei a explicação para a razão por detrás desse limite de 250 km/h.

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AUTOBAHN

Tudo começou nos anos 70 do século passado, altura em que na Alemanha teve início um forte movimento político a favor da ecologia e do meio ambiente.

 

 

O Partido Verde alemão afirmava, então, que uma das formas de evitar o aumento da poluição seria introduzir limites de velocidades na autobahn, uma medida que ainda assim nunca chegou a receber “luz verde” — um tema tão atual nessa altura como hoje, apesar de, hoje em dia, praticamente todas as autobahn estarem limitadas a 130 km/h.

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Contudo, e percebendo a importância política que o tema começava a ganhar na época, os principais fabricantes automóveis alemães também começaram a refletir sobre o tema.

Um acordo de cavalheiros

No entanto, a situação só foi «piorando», já que a velocidades dos carros não parou de subir nos anos seguintes: na década de 80, já eram muitos os automóveis que conseguiam alcançar os 150 km/h com alguma facilidade e surgiam modelos como o executivo/familiar BMW M5 E28 que chegava aos 245 km/h, um valor equiparável a verdadeiros desportivos.

Também o número de carros na estrada estava a aumentar, a velocidade máxima dos modelos não parava de subir e tanto os fabricantes como o governo temiam, mais que o aumento da poluição, um aumento significativo da sinistralidade rodoviária.

E foi na sequência disso que em 1987, a Mercedes-Benz, a BMW e o Grupo Volkswagen assinaram uma espécie de acordo de cavalheiros no qual se comprometeram a limitar a velocidade máxima dos seus automóveis a 250 km/h. Como seria de esperar, este acordo foi muito bem recebido pelo governo alemão, que o aprovou prontamente.

BMW 750iL

O primeiro veículo a ter a sua velocidade limitada a 250 km/h terá sido o BMW 750iL (imagem acima), lançado em 1988 e equipado com um imponente motor V12 com 5.4 l de capacidade e 326 cv de potência. Tal como ainda acontece hoje com tantos BMW, a velocidade máxima estava limitada eletronicamente.

Mas há exceções…

A Porsche nunca entrou neste pacto de cavalheiros (não poderia ficar atrás dos rivais italianos ou britânicos), mas com o passar do tempo e com a performance dos automóveis continuamente a crescer, também vários modelos da Audi, Mercedes-Benz e BMW «esqueceram-se» do limite dos 250 km/h ou arranjaram formas de o contornar.

Audi R8 Performance quattro
Audi R8 Performance quattro

Modelos como o Audi R8, por exemplo, nunca esteve limitado aos 250 km/h — a sua velocidade máxima, desde a primeira geração, nunca foi inferior a 300 km/h. O mesmo acontece com o Mercedes-AMG GT, ou ainda com o BMW M5 CS, o derradeiro M5, com 625 cv, que chega aos 305 km/h de série.

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E aqui, a explicação é muito simples e está relacionada com a imagem de marca e os rivais de alguns destes modelos, uma vez que não seria interessante do ponto de vista comercial ter um modelo com uma velocidade de ponta 70 km/h ou 80 km/h inferior a um concorrente direto italiano ou britânico.

Mercedes-AMG GT R

Uma questão de dinheiro

Desde há alguns anos, quer a Audi, quer a Mercedes-Benz, quer a BMW, apesar de continuarem a limitar a velocidade máxima a 250 km/h em vários dos seus modelos, disponibilizam um pack opcional que permite «levantar» o limite eletrónico e ultrapassar os 250 km/h.

Uma forma de contornar o acordo de cavalheiros e até de lucrar com isso.

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