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Emissões

PS quer proibir carros ao ralenti para combater emissões

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista apoia-se em estudo que diz que paragem do carro ao ralenti equivale a 2% das suas emissões totais.

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista pretende que o Governo proíba, com algumas exceções, a paragem dos carros ao ralenti (carro parado, mas com motor a trabalhar), como uma das medidas de combate às emissões de poluentes e melhoria da qualidade do ar.

Segundo o Grupo Parlamentar, apoiando-se numa estimativa nacional do Departamento de Energia dos Estados Unidos da América, no total das emissões de gases de escape de um veículo, 2% correspondem à paragem em ralenti.

Ainda de acordo com esse mesmo relatório, a paragem em ralenti por mais de 10 segundos usa mais combustível e produz mais emissões do que desligar e reiniciar o motor.

TÊM DE VER: O sistema START-STOP já era utilizado pelo FIAT Regata ES em…1982!
sistema start/Stop

A proposta, que já foi subscrita por vários deputados do PS, não é inédita. Já foi posta em prática por vários países como o Reino Unido, a França, a Bélgica ou a Alemanha, além de vários estados dos EUA (Califórnia, Colorado, Connecticut, Delaware, Maryland, Massachussets, New Hampshire, New Jersey, Texas, Vermont e Washington D.C.).

“A emergência climática exige uma estratégia de combate em todas as frentes e aí temos de incluir a paragem automóvel em ralenti que, apesar de apenas representar 2% das emissões de um carro, é uma fonte de emissão particularmente pouco produtiva.

É por isso que Portugal deve proibir o idling (paragem em ralenti), seguindo o caminho de diversos estados, e deve continuar a promover a adoção de tecnologias como o start-stop e a mudança de comportamentos dos automobilistas, conquistando assim também ganhos de saúde, através do combate à poluição do ar e de ruído”.

Miguel Costa Matos, deputado socialista e primeiro subscritor do projeto de resolução

Recomendações e exceções

O Grupo Parlamentar do PS recomenda assim ao Governo que “estude a melhor solução legislativa para proibir a paragem em ralenti, com as devidas exceções, nomeadamente em situações de congestionamento, paragem em sinal de trânsito ou por ordem das autoridades, manutenção, inspeção, operação de equipamentos ou serviço urgente de interesse público”.

Caso este projeto de resolução siga em frente e seja aprovado na Assembleia da República, o Código da Estrada terá de ser alterado de modo a esclarecer e definir em que situações ter os carros parados ao ralenti será proibido.

O deputado socialista Miguel Costa Matos destacou, em declarações à TSF, um desses casos que é o que se passa à porta das escolas, onde os condutores passam vários minutos parados sem desligar o motor: “Essa é uma situação que nos preocupa, com consequências para a saúde e aprendizagem dos jovens em Portugal e por todo o Mundo.”

O Grupo Parlamentar socialista recomenda ainda ao Governo que “incentive a investigação, desenvolvimento, adoção e utilização de tecnologias de combate à paragem em ralenti, designadamente sistemas start-stop, nos veículos automóveis, e, em veículos refrigerados, sistemas que permitem desligar o motor quando não estão em movimento”.

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