Preços

Toyota Mirai. Já sabemos o preço do primeiro carro a hidrogénio em Portugal

O novo Toyota Mirai chega a Portugal em setembro. Uma carreira comercial que terá alguns obstáculos pela frente, mas o preço não é um deles.

A Toyota está apostada em provar as virtudes da tecnologia Fuel Cell — uma tecnologia que tem polarizado, um pouco por todo o mundo, a opinião de marcas e decisores políticos. Há quem acredite, e há também quem tenha dúvidas sobre a sua viabilidade.

Dúvidas às quais a Toyota já está habituada. Afinal de contas, foi este «gigante japonês» que deu início à mobilidade elétrica em 1997, com a primeira geração do Toyota Prius, numa altura em que nem acreditava na eletrificação do automóvel.

Regressando ao presente, a Toyota está apostada em caminhar rumo à «sociedade do hidrogénio». Uma sociedade neutra em carbono, onde, segundo a Toyota, o hidrogénio terá um papel central no armazenamento dos excedentes de produção das renováveis e na locomoção de carros, camiões, autocarros, barcos e até navios de grande porte — uma das maiores fontes de poluição a nível mundial. Não por descrença nos carros elétricos a bateria, mas por convicção na tecnologia Fuel Cell (pilha de combustível).

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As vantagens dos carros a hidrogénio

No entender da Toyota, os carros elétricos a bateria são uma excelente opção para as curtas e médias distâncias. Mas nas maiores distâncias revelam algumas limitações.

Limitações às quais a Toyota responde com o novo Mirai. Uma berlina que surge nesta segunda geração com um design mais apelativo, mais espaço interior e um sistema Fuel Cell mais eficiente, tanto na utilização como no processo de produção.

O nosso teste em vídeo:

A Toyota espera vender 10 vezes mais Toyota Mirai de segunda geração e pela primeira vez, estará disponível no nosso país. O Toyota Mirai chega a Portugal já em setembro, com preços a partir de 67 856 euros — 55 168 euros + IVA no caso das empresas, umas vez que este imposto é dedutível a 100%.

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O grande obstáculo que o Toyota Mirai tem pela frente

A carreira comercial do novo Toyota Mirai terá um grande obstáculo pela frente: a rede de abastecimento. Portugal continua a correr «atrás do prejuízo» no que diz respeito aos postos de abastecimento de hidrogénio — e sobre os postos de carregamento para carros elétricos podemos dizer o mesmo. Isto apesar do nosso país, por intermédio da Caetano Bus, ser um dos «braços armados» da Toyota na produção de autocarros a hidrogénio.

A expansão da infraestrutura de abastecimento necessária aos FCV provavelmente vai demorar 10 a 20 anos, ou talvez até mais. É definitivamente um caminho longo e desafiante. No entanto, a bem do futuro, é um caminho que temos que percorrer.

Yoshikazu Tanaka, Engenheiro-chefe do Toyota Mirai

Por outro lado, em estrada, o Toyota Mirai faz valer todos os seus argumentos. É bem construído, confortável, rápido e muito eficiente. E nem o preço parece ser um obstáculo ao seu sucesso. Rumo à sociedade do hidrogénio? Veremos.

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