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Pneus

Plástico reciclado também fará parte dos pneus Michelin

A Michelin tem como objetivo produzir pneus apenas com materiais sustentáveis e o uso de plástico reciclado (PET) é essencial para o conseguir.

Antes de tudo, a Michelin não quer fazer pneus apenas de plástico reciclado. O plástico e neste caso específico, o uso de PET (politereftalato de etileno), um polímero termoplástico usado abundantemente nos dias de hoje (da roupa às garrafas de água e refrigerantes), é apenas um dos muitos ingredientes que fazem parte do pneu — mais de 200 de acordo com a Michelin.

Por norma dizemos que um pneu é feito de borracha, mas na realidade não é bem assim. Um pneu não só é composto por borracha natural, como também tem borracha sintética, aço, materiais têxteis (sintéticos), diversos polímeros, carbono, aditivos, etc.

Um mix de produtos, nem todos facilmente recicláveis ou reutilizáveis, faz com que o impacto ambiental dos pneus seja elevado — também durante a sua utilização —, levando a Michelin a perseguir o objetivo de ter pneus 100% sustentáveis até 2050 (fazendo parte da economia circular), ou seja, usando apenas materiais renováveis e reciclados na sua produção, com uma meta intermédia de 40% dos materiais usados nos seus pneus serem sustentáveis já em 2030.

VEJAM TAMBÉM: Uptis. O pneu da Michelin que não fura pode chegar em 2024

PET reciclado

O PET já hoje é usado pela Michelin e por outros fabricantes em fibras na produção de pneus, ao ritmo de 800 mil toneladas por ano (total da indústria), o equivalente a 1,6 mil milhões de pneus produzidos.

Porém, a reciclagem do PET, apesar de já ser possível por meios termomecânicos, dava origem a um material reciclado que não garantia as mesmas propriedades do PET virgem, pelo que não voltava a entrar na cadeia de produção do pneu. É neste ponto que se deu um importante passo para conseguir um pneu sustentável e é aqui que entra a Carbios.

Carbios

A Carbios é uma empresa pioneira em soluções bioindustriais que quer reinventar o ciclo de vida dos polímeros plásticos e têxteis. Para o fazer recorre à tecnologia de reciclagem enzimática do desperdício de plástico PET. Testes efetuados pela Michelin permitiram validar o PET reciclado da Carbios, o que permitirá o seu uso na produção de pneus.

O processo da Carbios recorre a uma enzima que é capaz de efetuar a despolimerização do PET (contido em garrafas, tabuleiros, roupa de poliéster), decompondo-o nos seus monómeros (os elementos que se repetem no polímero) que depois de passarem novamente por um processo de polimerização, permite obter produtos em plástico PET 100% reciclados e 100% recicláveis com a mesma qualidade como se tivessem sido produzidos com PET virgem — de acordo com a Carbios, os seus processos permitem uma reciclagem infinita.

Ou seja, o PET reciclado da Carbio testado pela Michelin obteve as mesmas qualidades de tenacidade exigidas para a produção dos seus pneus.

Um avanço que permite não só à Michelin atingir mais depressa o seu objetivo de produzir pneus sustentáveis, como permitirá atenuar a produção de PET virgem, derivado do petróleo (como todos os plásticos) — de acordo com os cálculos da Michelin, a reciclagem de praticamente três mil milhões de garrafas PET permite obter todas as fibras que necessita.

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