Indústria

Bosch continua a apostar nos motores térmicos e critica a aposta (quase) única da UE nos elétricos

Um dos maiores fornecedores da indústria automóvel, a Bosch planeia continuar a investir nos motores de combustão interna nos próximos 20 a 30 anos.

Segundo avança o Financial Times, o CEO da Bosch, Volkmar Denner, criticou a aposta da União Europeia apenas na mobilidade elétrica e a falta de investimento nas áreas do hidrogénio e dos combustíveis renováveis.

Acerca deste tema, Denner afirmou ao Financial Times: “a ação climática não é acerca do fim do motor de combustão interna (…) é sobre o fim dos combustíveis fósseis. E enquanto os carros elétricos tornam o transporte rodoviário neutro em carbono, os combustíveis renováveis também o fazem”.

No seu entender, ao não apostar noutras soluções a União Europeia está a “cortar” potenciais caminhos para a ação climática. Além disto, Denner revelou-se ainda preocupado com o possível desemprego que esta aposta pode motivar.

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Volkmar Denner CEO Bosch
Volkmar Denner, o CEO da Bosch.

Aposta nos elétricos, mas não só

Apesar das críticas do seu CEO à aposta (quase) exclusiva nos automóveis elétricos por parte da União Europeia, a Bosch já investiu cinco mil milhões de euros no desenvolvimento de tecnologias para este tipo de veículos.

Ainda assim, a empresa alemã afirma que os motores Diesel e a gasolina estão já num estágio evolutivo que lhes permite não terem um “impacto apreciável na qualidade do ar”.

Por fim, o Financial Times avança ainda que um membro da direção da Bosch afirmou que a empresa continuará a investir em tecnologia para motores de combustão interna nos próximos 20 a 30 anos.

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