Desde 48 964 euros

Skoda Superb Break TDI 190 cv testada. O que oferece para além de muito espaço?

A Skoda Superb Break faz da oferta de espaço o seu principal argumento. Mas será que tem outros? Para descobrir pusemo-la à prova, aqui equipada o motor 2.0 TDI de 190 cv.

Algures no final da década de 90 a banda portuguesa D’Arrasar fazia sucesso com uma música chamada “És a Rainha Da Noite”. Hoje, pouco mais de 20 anos depois a verdade é que podiam fazer uma versão dedicada à Skoda Superb Break com o título “És a Rainha Do… Espaço”.

Recentemente renovada, a carrinha do Superb, originalmente lançada em 2015, continua a fazer da oferta de espaço o seu principal argumento, valendo-se para tal dos seus quase 5,0 m de comprimento (4,86 m para sermos precisos).

Atrás, o espaço para as pernas não esconde a razão pela qual a variante sedã (na realidade é um cinco portas, tipo hatchback, e não um quatro portas como um típico três volumes) é largas vezes escolhida para tarefas de Estado. Mas a carrinha aqui testada adiciona versatilidade acrescida e uma bagageira imensa — 660 l no total.

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Skoda Superb Break
Com 660 litros de capacidade, permite levar “este mundo e o outro”, não obrigando a qualquer tipo de concessões na hora de partir em viagem (ou até de ir às compras a uma reconhecida cadeia de mobiliário escandinava). © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Ergonomia em grande

Ainda no interior, no capítulo da ergonomia, a sobriedade que marca o habitáculo da Superb Break acaba por se revelar uma mais valia.

Todos os comandos surgem onde esperamos que estejam, num exemplo que podia ser seguido pelo mais “jovem” Scala que já se entregou à “moda” do abandono dos comandos físicos.

Skoda Superb Break
No interior a sobriedade foi adotada em detrimento da modernidade oferecendo uma bem vinda facilidade de utilização. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Quanto ao sistema de infoentretenimento, este segue a tradição dos modelos da Skoda (e do Grupo Volkswagen em geral): intuitivo e fácil de usar, sendo bastante completo sem que isso resulte num número excessivo de menus.

Se o interior é marcado pela sobriedade, o exterior alinha pela mesma bitola. Visualmente, a renovação de que o Superb foi alvo é discreta, trazendo-lhe faróis LED Matrix à frente (uma estreia na marca checa), faróis LED atrás, novos para-choques e uma grelha de maiores dimensões.

O resultado final não beliscou a sobriedade que sempre lhe foi reconhecida e devo admitir que aprecio a sua pose “ministerial”. Já menos agradável é a sua excessiva semelhança com a irmã mais nova, a Octavia, algo que acontece praticamente desde a primeira geração do Superb.

Skoda Superb Break © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
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Neste caso o Diesel ainda faz sentido

Debaixo da capô da Skoda Superb Break encontrava-se um 2.0 TDI com 190 cv e, verdade seja dita, estes fazem uma bela dupla.

Acoplado a uma caixa DSG de sete velocidades o motor revelou-se solícito, pujante e até algo agradável (pelo menos bem insonorizado). No entanto, a sua maior qualidade é que nos permite “devorar” quilómetros de forma célere sem termos de transportar um camião cisterna connosco.

Skoda Superb Carrinha
Os bancos da Superb Break são confortáveis e convidam a longas viagens. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel
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Aliás, os consumos que consegui alcançar ao longo dos quase 1000 km que percorri aos comandos da Superb Break fazem-me crer que neste tipo de modelos o Diesel ainda continua a fazer sentido.

Afinal de contas, que outro tipo de motorização permite a um carro das dimensões da Superb Break consumos à volta dos 5,5 l/100 km numa utilização que incluiu estradas nacionais, autoestradas e até subir uma ou outra serra? E quando chega a cidade estes não disparam, mantendo-se entre os 7 a 7,5 l/100 km.

Skoda Superb
O apoio de braços dianteiro conta com um prático espaço de arrumação refrigerado. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Desculpem-me os detratores dos Diesel, mas isto são valores típicos de utilitários ou então de modelos cuja economia depende da disciplina e disponibilidade para os “ligar à corrente” (aka os híbridos plug-in), tendo sido várias as vezes em que vi o computador de bordo anunciar uma autonomia bem acima dos 1000 km.

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Familiar, mas dinamicamente competente

Apesar do foco nas tarefas familiares, a Skoda Superb Break não desilude no capítulo dinâmico. Não se trata do modelo mais entusiasmante do segmento (nem pretende sê-lo), mas todas as suas reações se pautam pela neutralidade e previsibilidade, transmitindo a segurança exigível a um modelo cuja vocação familiar é inegável.

Skoda Superb Break
A caixa DSG revela-se uma boa aliada do 2.0 TDI. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

A isto junta uma estabilidade invejável em autoestrada e um nível de conforto e serenidade a bordo que fazem dela uma excecional companheira para (muito) longas tiradas.

Já em meio urbano, as suas dimensões relembram-nos de que este é um “aquário demasiado pequeno para um peixe tão grande”.

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É o carro certo para mim?

Respondendo à pergunta que lancei no início deste texto, a Superb Break faz muito mais do que simplesmente se estabelecer como uma referência no capítulo da oferta de espaço.

Dotada de um motor Diesel que nos faz relembrar o porquê de, há não muitos anos, o mercado se ter “apaixonado” por estas mecânicas, é uma estradista nata, convidando-nos a fazer longas viagens em família sem especial preocupação com os consumos.

Posto isto, para quem procura um carro com um visual sóbrio, consumos notáveis, apto a fazer longas viagens sem provocar queixumes aos seus ocupantes e com espaço que faz inveja a alguns T0 na cidade, a Skoda Superb Break pode muito bem ser a escolha ideal.

Preço

unidade ensaiada

50.814

Versão base: €48.964

IUC: €259

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 4 cilindros em linha
    • Capacidade: 1968 cm3
    • Posição: Dianteira transversal
    • Carregamento: Injeção direta Common Rail + Admissão variável + Turbo de geometria variável + Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válv. por cil.
    • Potência: 190 cv entre as 3500 e as 4000 rpm
    • Binário: 400 Nm entre as 1900 e as 3300 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: DSG de sete velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4862 mm / 1864 mm / 1477 mm
    • Distância entre os eixos: 2841 mm
    • Bagageira: 660 litros
    • Jantes / Pneus: 215/55 R17
    • Peso: 1611 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 6 l/100 km
    • Emissões de CO2: 156 g/km
    • Vel. máxima: 230 km/h
    • Aceleração: 8,4s
  • Garantias
    • Mecânica: 4 anos ou 80 mil quilómetros
  • Equipamento
    • Apoio de braços dianteiro Jumbo Box refrigerada
    • Ar condicionado Climatronic
    • Bancos dianteiros com apoio lomar, o do condutor ajustável eletricamente
    • Bluetooth com LTE e carregamento por indução
    • Barras de tejadilho anodizadas
    • Câmara traseira
    • Cockpit Virtual
    • Cruise Control com Speedlimiter
    • Espelho retrovisor interior com antiencadeamento automático
    • Espelhos retrovisores exteriores, elétricos, aquecidos, retráteis e com memória
    • Faróis de nevoeiro dianteiros com função cornering
    • 2 x USB á frente
    • Faróis full LED Matrix
    • Frisos cromados nas janelas
    • Front Assist - com sistema de travagem de emergência
    • Hill hold control
    • Jantes de liga leve 17" Stratos
    • Kessy Go
    • Light Assistant - Comming/Leaving Home, Tunnel Light e Day Light
    • Luz interior na zona dos pés à frente e atrás
    • Monitorização da pressão dos pneus
    • Sensor de luz e chuva
    • Sensores de parqueamento à frente e atrás
    • Side Assist
    • Sistema de Infotainment com navegação Amundsen
    • Smartlink
    • Voice control
Extras
Tejadilho Panorâmico — 1240 €; Travel Assist (reconhecimento dos sinais de trânsito) — 70 €; Pintura metalizada — 540 €.
Avaliação
7 / 10
Espaçosa, bem construída e estradista por natureza, a Skoda Superb Break relembra-nos porque razão "para cada panela há uma tampa". Não pretende ser a proposta mais desportiva, moderna ou até ecológica, mas com um bom motor Diesel e espaço que nunca mais acaba, a carrinha checa mostra-se a escolha ideal para quem precisa de percorrer largos quilómetros de forma económica e célere, tornando-se num modelo a ter em conta para todos os que ainda necessitam de devorar quilómetros.
  • Consumos
  • Desempenho do motor
  • Espaço
  • Aptidões estradistas
  • Visual demasiado semelhante a outras propostas da marca
  • Não é a proposta mais dinâmica
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Em que ano foi revelado o protótipo Skoda Tudor?
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Mas podes descobrir a resposta aqui:

Nada está a salvo. Skoda Tudor, o protótipo que até seria roubado

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