Apresentação

Bruto. Aston Martin Victor casa V12 NA de 848 cv com caixa manual

O Aston Martin Victor é o mais recente "one-off" por parte da Q by Aston e apesar do arsenal brutal, está homologado para a via pública.

“BRUTO. OUSADO. ÚNICO”. É assim que a Q by Aston Martin inicia o seu comunicado sobre a sua mais recente e única encomendada criação: o Aston Martin Victor. E por uma vez temos de concordar em pleno com os adjetivos usados.

BRUTO

Sem dúvida. O Aston Martin Victor começou como um já de si muito especial One-77 — um superdesportivo de motor dianteiro —, e isso significa que por baixo do seu longo capô reside um V12 naturalmente aspirado com 7,3 l de capacidade. 

Mas o expansivo bloco não ficou incólume, tendo sido reconstruído e recebido uma nova “afinação” pelas mãos mestras da Cosworth. Os resultados são… brutos! Se o One-77 já era capaz de extrair 760 cv e 750 Nm do V12, o Victor eleva a fasquia para os 848 cv de potência máxima e 821 Nm de binário máximo.

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Aston Martin Victor

Para passar tudo isso para o eixo traseiro, a escolha recaiu numa caixa… manual(!), cortesia da Graziano e tem seis relações. Compreende-se que tenham tido a necessidade de recorrer a uma embraiagem vinda diretamente do mundo da competição para lidar com este monstro mecânico.

Dado os números envolvidos, o Victor passa a ser o Aston Martin com transmissão manual mais potente alguma vez feito!

A potência estará sob controlo, pois o Aston Martin Victor recorre ao mesmo esquema de suspensão inboard do Vulcan — modelo exclusivo para circuitos e também relacionado com o One-77 —, rodas de aperto central e travões carbo-cerâmicos CMM-R da Brembo, com 380 mm de diâmetro à frente e 360 mm atrás. O suficiente para garantir ao Victor travagem ao nível de um carro de corrida da categoria GT3.

Suspensão
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OUSADO

Olhem para ele… Não parece um One-77 ou um Vulcan, apesar de assentar sobre a mesma monocoque em fibra de carbono.

A sua estética foi inspirada pelos Aston Martin V8 Vantagem da década de 70-80, mas sobretudo pelo Aston Martin RHAM/1, um DBS V8 da década de 70 altamente modificado para entrar nas 24 Horas de Le Mans (onde participou em 1977 e 1979).

Dá para ver as semelhanças:

Aston Martin RHAM/1
Aston Martin RHAM/1

As formas musculadas da carroçaria, porém, não significam negligência no apuro aerodinâmico: o Aston Martin Victor gera mais downforce que o Aston Martin Vantage GT4 de competição.

O cruzamento do estilo mais próximo dos muscle car dos Aston Martin deste período, com as alongadas e elegantes carroçarias dos seus coupés deste século, resulta numa criatura algo bizarra de características estéticas únicas. Não deixa de ser menos fascinante por isso.

Aston Martin Victor

O interior deixa exposta a estrutura em fibra de carbono, mas há novos revestimentos em couro e o teto está revestido em caxemira.

Entre elementos em alumínio adonisado, titânio maquinado e polido, encontramos no painel de bordo madeira de nogueira esculpida de um bloco sólido, o mesmo material encontrado na “bola” que encima o manípulo da caixa de velocidades manual.

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ÚNICO

Só haverá um Aston Martin Victor, tendo sido comissionado por um cliente à Q by Aston Martin que deseja manter-se anónimo. Assim como o custo deste projeto mantém-se… anónimo.

Apesar das especificações brutais, o Victor está homologado para andar na via pública.

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