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Ghibli Hybrid. A eletrificação na Maserati começa com um inédito 4 cilindros

O Maserati Ghibli Hybrid é o primeiro modelo eletrificado da marca italiana. Com ele vem um inédito motor, o primeiro quatro cilindros a equipar um Ghibli.

Por culpa do Covid-19, o novo Maserati Ghibli Hybrid acabou por ser o primeiro modelo eletrificado de sempre da marca do tridente. Representa o primeiro passo para uma nova era na marca italiana, mas que deveria ter tido o MC20, o seu novo superdesportivo de motor central traseiro, como protagonista.

Só não foi o MC20 porque a sua revelação prevista para maio teve de ser adiada para setembro. Se bem te recordas, toda a Itália — e não só — encontrava-se em estado de emergência pelas razões que todos conhecemos.

Temos de admitir que este primeiro passo parece algo modesto; apesar da nomenclatura Hybrid, trata-se de, efetivamente, um mild-hybrid 48 V, mas com ele o Ghibli ganha interesse renovado, já que também estreia um novo motor a gasolina.

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Quatro cilindros pela primeira vez

Pela primeira vez desde que iniciou a sua comercialização em 2013, o Ghibli recebe uma motorização de quatro cilindros em linha — até agora só tinha sido equipado com motorizações V6.

Trata-se de uma unidade com 2.0 l de capacidade e turbocompressor — uma nova versão do motor existente na Alfa Romeo —, que graças ao sistema mild-hybrid de 48 V, adiciona ainda um e-Booster (compressor elétrico) que permitiu aumentar mais a potência e binário.

O resultado são 330 cv às 5750 rpm e 450 Nm às 4000 rpm — menos 20 cv e 50 Nm que o V6 atualmente à venda — transmitidos às rodas traseiras (com diferencial autoblocante) através de uma caixa automática de oito velocidades. Números que permitem ao Ghibli Hybrid atingir os 100 km/h em 5,7s e os 255 km/h de velocidade máxima — respetivamente mais 0,2s e menos 12 km/h que o 3.0 V6 biturbo. Nada mal…

A maior vantagem desta nova unidade motriz acaba por residir nos consumos e emissões de CO2 avançados, bem mais baixos do que no V6, apesar de ainda não serem os definitivos, pois o processo de homologação ainda não foi finalizado. Assim, o Maserati Ghibli Hybrid anuncia 8,5-9,6 l/100 km e 192-216 g/km — respetivamente menos 2,5 l e 63 g que o V6.

O sistema mild-hybrid 48 V é do tipo BISG (motor-gerador acionado por correia), e a bateria encontra-se montada na traseira. Entre as várias funcionalidades do sistema mild-hybrid, encontramos a de recuperar e transformar a energia cinética em energia elétrica (armazenada na bateria) quando em desaceleração ou travagem.

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Há mais novidades

Além de introduzir um novo motor de quatro cilindros e também um sistema mild-hybrid, o novo Maserati Ghibli Hybrid mostra uma grelha dianteira com as barras no seu interior a terem sido redesenhadas, assim como farolins traseiros redesenhados, com uma assinatura luminosa a evocar um boomerang — lembram-se do 3200 GT?

Em específico para o Ghibli Hybrid encontramos vários apontamentos decorativos em azul — nas três saídas de ar laterais, pinças de travão e no raio da oval que envolve o Tridente, colocada no pilar traseiro — que identificará todos os modelos híbridos da Maserati.

Também há novidades no campo tecnológico. Seja pelo novo Maserati Connect (conectividade e serviços associados) como pelo novo sistema de infoentretenimento Maserati Intelligent Assistant (MIA), que corre sobre uma base Android Automotive, e traz também um novo ecrã de alta definição de 10,1″. Por fim, também o painel de instrumentos é novo, com mostradores digitais e novos grafismos.

O Maserati Ghibli Hybrid pode ser o primeiro, mas algo atrasado, capítulo na eletrificação da marca, mas será seguido por outros em rápida sucessão. Primeiro pelo híbrido MC20 ainda este ano, e em 2021 veremos chegar o primeiro e inédito par de elétricos com símbolo Maserati, os sucessores dos GranTurismo e GranCabrio.

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