Transportes públicos

Carris Metropolitana. Vai nascer em Lisboa um gigante dos transportes públicos

A partir de 2021, todos os autocarros da Área Metropolitana de Lisboa vão pertencer à mesma marca: a Carris Metropolitana. Até os dos operadores privados.

A partir de meados de 2021, todos os autocarros que operam nos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) vão pertencer à mesma marca: a Carris Metropolitana.

O anúncio foi feito ontem depois de a AML ter lançado um concurso público internacional no valor de 1,2 mil milhões de euros (o maior concurso alguma vez lançado por Portugal na área dos transportes rodoviários) com vista à melhoria do serviço de transporte público rodoviário nos 18 concelhos que integram esta região.

De acordo com o concurso, todos os autocarros que circulam na região da grande Lisboa serão de cor amarela e vão operar sob a marca Carris Metropolitana, inclusive os pertencentes a operadores privados. A frota de autocarros será dividida em quatro lotes de concessão: dois na margem sul e dois na margem norte (cada operador só poderá vencer um lote).

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O objetivo? Melhorar o serviço

Segundo Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Conselho Metropolitano da AML, esta medida vai permitir aumentar e melhorar a oferta, aumentando a pontualidade, reduzindo o intervalo entre autocarros, criando nova ligações e horários noturnos e de fim de semana.

Este é o maior concurso que o país já lançou do ponto de vista dos serviços rodoviários, com autocarros de muito melhor qualidade, com uma idade média muito mais baixa do que a atual. Vai diminuindo a idade média ao longo do tempo do concurso (…) Vão estar todos integrados numa marca única, rede única, sistema de informação único, que se junta ao passe único.

Fernando Medina. presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Conselho Metropolitano da AML

Fernando Medina afirmou ainda: “Pela primeira vez é feita uma rede que é desenhada de raiz, em que se tem em conta as necessidades das pessoas e aquilo que são os trajetos que as pessoas necessitam fazer”.

Que empresas podem concorrer?

O concurso internacional agora lançado vai substituir as concessões de transportes públicos atualmente em vigor e está aberto apenas a operadores privados, tanto os que já operam atualmente como outros, inclusive empresas estrangeiras, sendo que nenhum operador poderá deter mais de 50% dos serviços contratados.

De fora do concurso ficam as empresas municipais que asseguram os serviços de transportes dentro dos seus municípios, como acontece em Lisboa, Cascais e Barreiro. A decisão de realizar este concurso deve-se a imposições comunitárias que ditam a realização de concursos internacionais para a operação privada de transportes públicos rodoviários.

As novas concessões vão durar dez anos e são o primeiro passo no sentido de entregar à AML o controlo dos transportes públicos que operam na sua região, incluindo o Metropolitano e os barcos da Soflusa e Transtejo.

Fontes: Observador, Jornal Económico, Público.

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