Antevisão

Nissan GT-R. Para quando uma nova geração?

O Nissan GT-R já conta com 12 anos de vida, mas um sucessor parece que ainda vem longe, aliás, nem parece ainda estar nos planos.

Continuar relevante no mundo dos desportivos de elevada performance após 12 anos sobre a sua apresentação é um feito. O Nissan GT-R R35 não tem parado de evoluir durante esse tempo todo, e recentemente, conhecemos até a mais recente iteração do GT-R Nismo.

Com 600 cv extraídos do VR38DETT, o atualizado Nismo recebeu um novo par de turbocompressores (os mesmos do GT-R GT3 de competição), caixa de velocidades revista — passagens mais rápidas no modo R —, novos pneus e travões, além de componentes mais leves — é 20 kg mais leve relativamente ao antecessor.

Foi o canto do cisne para o GT-R R35? Aparentemente, não.

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Nissan GT-R Nismo

Pelo menos é o que diz Hiroshi Tamura-san, o sr. GT-R que liderou o projeto desde a sua concepção, em declarações à Top Gear. A última ronda de atualizações sofridas pelo Nissan GT-R tornaram-no compatível com as mais recentes normas de emissões e protocolos de testes, pelo que ainda tem mais alguns anos de vida pela frente.

Além do mais, a lista de espera para este veterano desportivo é de uns impressionante 18 meses… Ninguém parece ter pressa em substituir o “Godzilla”.

Haverá espaço para mais evoluções? De acordo com Tamura-san, sem dúvida — ao que parece, ele próprio admite já ter tido feedback em relação aos próximos passos de evolução do GT-R. Um Nissan GT-R MY (Model Year) 2022 ou 2023? Não apostem contra.

Nissan GT-R

Apesar do entusiasmo palpável nas palavras de Hiroshi Tamura-san sobre tudo o que é GT-R, no entanto, fica-se com a ideia de que um sucessor para o R35 não parece sequer estar ainda nos planos da Nissan.

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Os rumores sobre um sucessor para o GT-R prolongam-se por anos, com hipóteses híbridas e até 100% elétricas a serem equacionadas para o sucessor do R35. No entanto, as últimas notícias relativamente à Nissan revelam um construtor em dificuldades — foi anunciado um plano de reestruturação que reduzirá a força de trabalho em 12 500 funcionários e cortará em 10% o número de modelos em catálogo até 2022 —, o que nos faz recear pela viabilidade futura de modelos de nicho como o GT-R.

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