Indústria

Oficial. Fusão entre Renault e FCA em cima da mesa

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) propôs uma fusão da FCA e da Renault, que discute de momento a proposta. Será que a Renault aceitará?

A proposta de fusão da FCA e da Renault já foi anunciada via comunicado oficial pelos dois grupos automóveis, com a FCA a confirmar o seu envio — os pontos chave do que propõe a serem igualmente divulgados — e com a Renault a confirmar a sua recepção.

A proposta da FCA enviada à Renault resultaria num negócio combinado detido em partes iguais (50/50) pelos dois grupos automóveis. A nova estrutura geraria um novo gigante automóvel, o terceiro maior do planeta, com vendas combinadas de 8,7 milhões de veículos e uma presença forte em mercados e segmentos chave.

O grupo teria, assim, presença garantida em praticamente todos os segmentos, graças a um portefolio diversificado de marcas, desde a Dacia à Maserati, passando pelas poderosas marcas norte-americanas Ram e Jeep.

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As razões por trás desta proposta de fusão são fáceis de compreender. A indústria automóvel está a passar pela sua maior fase de transformação desde sempre, com os desafios da eletrificação, condução autónoma e conectividade a requererem investimentos massivos, que ficam mais fáceis de rentabilizar com economias de escala massivas.

Um dos principais benefícios são, obviamente, as sinergias resultantes, significando poupanças estimadas de cinco mil milhões de euros (dados FCA), incrementando as que a Renault já obtém com os seus parceiros da aliança, Nissan e Mitsubishi — a FCA não se esqueceu dos parceiros da Aliança, estimando poupanças adicionais de aproximadamente mil milhões de euros para os dois construtores japoneses.

Outro ponto de destaque da proposta refere ainda que a fusão da FCA e da Renault não implica o encerramento de nenhuma fábrica.

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E a Nissan?

A Aliança Renault-Nissan já tem 20 anos de existência e está a passar por um dos seus momentos mais difíceis, após a detenção de Carlos Ghosn, o seu dirigente máximo — Louis Schweitzer, antecessor de Ghosn à frente da Renault, foi quem estabeleceu a aliança com o construtor japonês em 1999 — no final do ano passado.

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Uma fusão entre a Renault e a Nissan estava nos planos de Ghosn, um passo que encontrou enorme resistência por parte da administração da Nissan, à procura de um re-equilíbrio de poderes entre os dois parceiros. Recentemente o tema da fusão entre os dois parceiros voltou a ser discutido, mas até agora, a não resultar em efeitos práticos.

A proposta enviada pela FCA à Renault deixou a Nissan de parte, apesar de ser mencionada em alguns dos pontos divulgados da proposta, como referimos.

A Renault tem em mãos agora a proposta da FCA, com a direção do grupo francês reunida desde hoje de manhã para discutir a proposta. Um comunicado será emitido após o fim desta reunião, pelo que saberemos brevemente se a histórica fusão da FCA e da Renault irá mesmo para a frente ou não.

Fonte: Automotive News.

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