Apresentação

Ami One é a visão da Citroën para o futuro na cidade

A Citroën desvendou o urbano Ami One, um protótipo funcional que quer ser a resposta para a mobilidade urbana do futuro: elétrica, conectada e partilhada.

Com apenas 2,5 m de comprimento, 1,5 m de largura e igual valor de altura, 425 kg de peso e uma velocidade máxima limitada a 45 km/h, o Citroën Ami One, o mais recente concept da marca francesa, é classificado legalmente como um quadriciclo — o que em alguns países significa que pode ser conduzido sem carta.

De acordo com a Citroën, o Ami One serviria como alternativa ao transporte público e a outros meios de transporte mais individuais, como bicicletas, trotinetes e até scooters. Elétrico, tem autonomia para 100 km, o suficiente para os curtos trajetos citadinos efetuados — o carregamento não leva mais que duas horas quando ligado a uma estação de carregamento pública.

Apesar das dimensões ultra-compactas — mais curto, estreito e baixo que um Smart fortwo —, não aparenta ser frágil. Neste mundo “infestado” de SUV, houve grande preocupação para que o Ami One emanasse robustez e nos fizesse sentir seguros.

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Citroën Ami One Concept

Tal foi conseguido através da sua forma cúbica, rodas de grande dimensão (18″), verificando-se uma abordagem ao seu design como se tratasse de uma ferramenta preparada para uso intensivo. A combinação da vibrante cor laranja (Orange Mécanique) em contraste com os elementos protetores em cinzento escuro dos cantos, prolongando-se por baixo das portas, contribuem também para a percepção de segurança e robustez.

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O que se passa com as portas?

Um dos pormenores em destaque no Citroën Ami One são as suas as portas que abrem em direções opostas (ver imagem acima) — de forma convencional no lado do passageiro, tipo “suicida” do lado do condutor.

Não se trata de “show off” típico de concept, mas sim é o resultado do puro pragmatismo que foi aplicado no desenvolvimento deste protótipo, com o objetivo de simplificar e reduzir, traduzindo-se em menores custos de produção.

Como? A simetria é o principal fator na determinação do seu design e estilo. Comecemos pelas já mencionadas portas — são idênticas nos dois lados, “uma porta universal” que tanto pode ser encaixada no lado direito ou esquerdo, o que obrigou as dobradiças a ficarem posicionadas ou à frente ou atrás dependendo do lado — daí a sua abertura invertida.

A simetria presente no desenho do Ami One não se fica por aqui… (façam swipe na galeria).

Palavra de ordem: reduzir

Se o exterior já conseguiu reduzir significativamente o número de peças ou componentes distintos a ser fabricados, o interior não lhe fica atrás na mesma missão de redução — a recordar a mesma motivação por trás do concept Cactus de 2007.

As janelas das portas ou estão abertas ou fechadas, não têm comandos elétricos. O banco do passageiro nem calhas tem para se mover na longitudinal. Tudo o que esperamos encontrar no interior de um automóvel parece ter sido retirado, excepto o essencial — nem sistema de info-entretenimento existe.

Citroën Ami One Concept

 

Para interagir com o Ami One, além do volante e pedais, precisamos de um smartphone com app específica. Todas as funcionalidades — entretenimento, navegação, até instrumentação — só são acessíveis via o dispositivo móvel.

Existe compartimento específico à frente do condutor para o colocar — carregamento wireless integrado. À sua direita podemos ver um cilindro que integra os restantes comandos físicos: botão de arranque, controlo da transmissão, botão de emergência e uma coluna de som Bluetooth com controlo de volume.

Citroën Ami One Concept

O painel de instrumentos surge num head-up display, e todo o restante interface é controlado através de dois botões colocados no volante — um deles para ativar os comandos por voz. Mesmo para aceder ao automóvel é necessário o smartphone — um QR Code na base em alumínio das pegas das portas é a “fechadura” para abrir ou trancar o carro.

Comprar e partilhar

De acordo com a Citroën, o Ami One destina-se aos mais jovens (16-30 anos), precisamente o segmento de mercado mais reticente a comprar carro, apesar da necessidade de mobilidade.

Citroën CXperience e Citroën AMI One
A identidade do Ami One é uma derivação da do concept CXperience. Estará aqui a futura identidade dos modelos Citroën?

A Citroën não descarta a possibilidade de, num cenário futuro, se poder comprar um Ami One, mas o mais certo é veículos deste tipo estarem disponíveis como um serviço de car sharing, ou seja, passamos do papel de proprietários para utilizadores.

Para um futuro próximo?

Com o fim da parceria PSA Toyota nos citadinos, com o lado francês a não ter sucessores diretos previstos para o C1 e 108, a Citroën questiona o papel do segmento A num contexto mais alargado, com a apetência do mercado por veículos maiores — crossover e SUV do segmento B.

Poderá ser o Ami One uma solução para o futuro da mobilidade urbana? Teremos de esperar e ver. Para já vamos poder vê-lo no Salão de Genebra.

Citroën Ami One Concept
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