Indústria

Carlos Ghosn abandonou os cargos de CEO e Chairman da Renault

Depois de ter perdido os cargos na Nissan e na Mitsubishi, Carlos Ghosn demitiu-se dos cargos na Renault. Entretanto já há dois nomes na linha de sucessão.

Preso desde novembro no Japão por má conduta financeira, Carlos Ghosn demitiu-se dos cargos de chairmanCEO da Renault. A demissão foi confirmada pelo ministro das finanças francês, Bruno Le Maire (o estado francês controla, à data, 15% da Renault).

De acordo com a Reuters, a demissão de Ghosn surgiu na véspera de uma reunião que se destinaria a definir a nova liderança da Renault, isto após pedido do governo francês e de Carlos Ghosn ter visto os seus pedidos de fiança serem recusados pelos tribunais japoneses.

A demissão dos cargos de CEO (que ocupou por 14 anos) e de chairman (no qual esteve uma década) da Renault são o mais recente episódio de um escândalo que teve início em novembro.

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Nessa altura, Carlos Ghosn foi detido no Japão por suspeita de evasão fiscal. Desde então, foi formalmente acusado de má conduta financeira, viu o período de detenção prolongar-se por tempo indeterminado por suspeitas de o mesmo crime se ter prolongado entre 2015 e 2017 e perdeu ainda os cargos de chairman e diretor representativo da Nissan e de chairman da Mitsubishi.

Os sucessores

Apesar de por esta altura a reunião do conselho de administração da Renault que se destina a definir quem vai assumir os destinos da marca ainda dever estar a decorrer (teve início às 10h), já há dois nomes que surgem como possíveis sucessores de Carlos Ghosn nos cargos dos quais este se demitiu.

Ao que tudo indica, Jean-Dominique Senard, patrão da Michelin, deverá ocupar o cargo de chairman da marca francesa. Já o cargo de CEO deverá ser entregue a Thierry Bolloré, que já  executava o cargo de forma interina desde que a Renault decidiu lançar uma auditoria aos vencimentos de Ghosn.

Agora só resta a Carlos Ghosn esperar pela decisão dos tribunais nipónicos. Caso seja declarado culpado pelos crimes de que está acusado, Carlos Ghosn pode vir a ter de cumprir uma pena de 10 anos de prisão, pagar uma multa de 10 milhões de yen (cerca de 78 mil euros) ou ambos.

Fontes: Reuters, Automotive News Europe, SIC Notícias

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