Indústria

Carlos Ghosn. Mitsubishi avança com destituição, Renault lança auditoria

Depois da Nissan foi a vez da Mitsubishi destituir Carlos Ghosn. A marca dos três diamantes decidiu seguir o exemplo da compatriota e destituiu Carlos Ghosn do cargo de chairman.

Depois de na quinta-feira passada o conselho diretivo da Nissan ter votado a favor da destituição de Carlos Ghosn dos cargos de chairman e diretor representativo da marca, a Mitsubishi tomou uma medida idêntica e decidiu destitui-lo do cargo de chairman.

O conselho de administração da Mitsubishi reuniu hoje, durante cerca de uma hora, e decidiu, por unanimidade, seguir o exemplo da Nissan e destituir Carlos Ghosn das funções de chairman. O cargo vai ser ocupado, interinamente, pelo CEO da marca, Osamu Masuko, assumirá funções até que seja escolhido o sucessor de Ghosn.

Em declarações aos jornalistas no fim da reunião, Masuko afirmou que “foi uma decisão agonizante” e que a razão pela qual se optou pela destituição de Carlos Ghosn foi para “proteger a empresa”.

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Renault lança auditoria e afasta Ghosn, mas não o demite.

A Renault está a realizar uma auditoria às remunerações do seu presidente Executivo, Carlos Ghosn. A informação foi avançada ontem pelo Ministro da Economia e Finanças francês, Bruno Le Maire.

Segundo Bruno Le Maire, Ghosn apenas será demitido quando existirem “acusações concretas”.

Apesar de Thierry Bolloré ter sido nomeado CEO interino e de Philippe Lagayette ter sido nomeado presidente não executivo, Carlos Ghosn, mantém, por enquanto, o cargo de chairman e CEO da Renault.

Recorde-se que o estado francês controla, à data, 15% da Renault. Pelo que esta auditoria teve o aval, segundo o ministro francês da Economia e Finanças, de todo o executivo.

Carlos Ghosn é suspeito de fraude fiscal e foi detido na segunda-feira, 19 de novembro de 2018, depois de, alegadamente, ter omitido das finanças japonesas o recebimento várias dezenas de milhões de euros. Segundo avançam alguns órgãos de comunicação, o valor poderá ascender aos 62 milhões de euros, correspondentes a rendimentos obtidos desde 2011.

Para além dos alegados crimes fiscais, Ghosn também é acusado de ter utilizado dinheiro da empresa para fins pessoais. No Japão, um crime de falsificação de informação financeira pode dar origem a uma pena de até 10 anos de prisão.

Tecnicamente Carlos Ghosn mantém ainda o cargo de diretor na Nissan e na Mitsubishi, uma vez que só pode ser destituído oficialmente depois de ocorrer uma reunião de acionistas e de estes votarem a favor da sua saída.

Fontes: Automotive News Europe, Motor1, Negócios e Jornal Público.

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