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9 dicas que podem aumentar a autonomia do vosso carro elétrico

Muitos não compram um carro elétrico com medo da falta de autonomia. Com estas nove dicas é possível fazer com que cada carga renda mais uns quilómetros.

Os carros elétricos têm evoluído a uma velocidade impressionante. Basta pensarmos que há cerca de 20 anos, um carro alimentado por uma bateria conseguir percorrer 115 km com uma carga (como fazia o Nissan Hypermini) era notável e que hoje há elétricos que conseguem percorrer mais de 400 km por cada carregamento.

No entanto, a autonomia (ou falta dela), a par com os tempos de carregamento, continua a ser vista como um dos principais problemas dos carros elétricos e há mesmo quem não aceite comprar um apenas e só por essas razões.

Mas, tal como existem dicas para melhorar os consumos (e a autonomia) dos veículos de combustão, também as há para o caso dos elétricos. Para que a ansiedade motivada pela autonomia dos carros elétricos deixe de ser um problema, aqui fica uma lista com uma série de conselhos de como tirar mais alguns quilómetros de cada carga de bateria.

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1. Conduzir suavemente

A verdade é que este conselho é aplicável a todo o tipo de automóvel. Quanto mais pesado for o vosso pé direito mais vais consumir (seja eletricidade ou combustíveis fósseis) e menos quilómetros vais percorrer.

Bem sabemos que é tentador esmagar o acelerador nos arranques quando se está aos comandos de um carro elétrico para usufruir do binário instantaneamente, mas lembrem-se que quanto mais vezes o fizerem mais cedo vão ter de parar para recarregar as baterias. Por isso arranquem de forma suave e evitem uma condução agressiva.

2. Abrandar

Sempre que puderem tentem andar mais devagar, mantendo a velocidade abaixo dos 100 km/h. Ao fazê-lo vão estar a aumentar a autonomia do vosso carro elétrico. De acordo com um estudo feito pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos da América, se reduzirmos a velocidade média em cerca de 16 km/h aumentamos a autonomia em cerca de 14%.

Para além disso, se o carro elétrico tem vários modos de condução é melhor optar pelo “Eco” em vez do “Sport” o que se perde em aceleração e performance ganha-se em autonomia.

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Painel de instrumentos Nissan Leaf

3. Utilizar a travagem regenerativa

Como sabem, os carros elétricos são capazes de regenerar energia quando abrandam através do sistema de travagem regenerativa. Por isso, quando chegarem a um semáforo ou tiverem de parar, aproveitem para que seja o sistema de travagem regenerativa a travar em vez de recorrer aos travões.

Se o carro permitir, também vale a pena ajustar o setup do sistema de travagem regenerativa para que seja capaz de obter o máximo de energia possível. Assim vai-se conseguindo recompensar nas paragens a energia que se perde quando se arranca.

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4. Utilizar a função de pré-aquecimento do habitáculo

Sempre que se liga o aquecimento do habitáculo num carro elétrico (principalmente no máximo), este sistema vai buscar uma quantidade considerável de energia à bateria. Para poupar energia o melhor é ligar o aquecimento dos bancos e do volante (se o carro os tiver) pois estes usam menos energia.

Outra opção é pré-aquecer o carro enquanto este está ligado à tomada, assim usa-se menos o aquecimento durante a condução.

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Tal como o aquecimento, o ar condicionado também “devora” energia. Por isso o ideal é usá-lo o menos possível. Abrir as janelas pode ser uma boa alternativa, mas atenção, só a velocidades mais baixas, pois à medida que o carro circula mais depressa as janelas abertas afetam a aerodinâmica, diminuindo também a autonomia,

Se tiverem mesmo de usar o ar condicionado optem por o fazer enquanto o carro ainda está a carregar e assim é menos necessário ligá-lo quando já vai na estrada.

Sistema de aquecimento

5. Verificar a pressão dos pneus

Há estudos que indicam que cerca de 25% dos automóveis circulam com os pneus com uma pressão incorreta, e os carros elétricos não são exceção. Como sabem, circular com pressão demasiado baixa vai aumentar o consumo de energia. Para além disso, quando os pneus circulam com pressão demasiado baixa pode ocorrer um desgaste prematuro e desigual e ainda um sobreaquecimento do pneu que pode levar até a um rebentamento.

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Para evitar estes problemas e aumentar a autonomia deve-se ir verificando regularmente a pressão dos pneus e sempre que for preciso repô-la de acordo com os dados indicados pelo fabricante (por norma as pressões indicadas estão num autocolante na porta do condutor).

Nissan Leaf jantes

6. Reduzir o peso a bordo

Uma das melhores formas de aumentar a eficiência de um automóvel é retirando-lhe peso. Como é óbvio isto também se aplica aos carros elétricos. Por isso deve-se evitar viajar com coisas supérfluas na bagageira ou espalhadas pelo carro. Ao fazê-lo a autonomia pode aumentar entre 1 a 2%.

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7. Aprender a carregar a bateria

Ao contrário do que se possa pensar, talvez não seja assim tão boa ideia ter sempre a bateria ligada à tomada quando o carro está na garagem. É que a maioria das baterias utilizadas pelos carros elétricos têm tendência para começar a descarregar lentamente após o carregamento chegar ao fim.

Assim, o ideal é que o carregamento termine mesmo antes do início da viagem. Ao fazê-lo a esperança média de vida da bateria também melhora.

Hyundai Kauai electric

8. Planear a viagem

Por vezes o caminho mais rápido não é o mais eficiente. Por exemplo, é possível conseguir uma maior autonomia ao circular por uma estrada nacional (porque se viaja mais devagar e o sistema de regeneração de energia tem mais oportunidades para fazer o seu trabalho) do que numa autoestrada, onde vamos constantemente a acelerar e a consumir energia.

Ao mesmo tempo, as zonas muito montanhosas ou com trânsito são de evitar, pois essas situações também vão passar a fatura em termos de autonomia. Assim, o melhor mesmo é planear a viagem com antecedência, pois assim consegue-se não só evitar itinerários que consumam mais energia como é possível planear passar por locais onde se pode carregar o carro.

Sistema de navegação Tesla Model 3

9. Manter a aerodinâmica

Como sabem os carros elétricos são desenhados com a aerodinâmica em mente. Quanto menos resistência oferecerem à passagem do ar mais eficientes serão. Por isso, devemos evitar destruir parte do trabalho dos designers e engenheiros. Para o fazer basta não instalar barras de tejadilho ou malas que possam prejudicar a aerodinâmica e a autonomia.

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