Tecnologia

Mercedes-Benz: não há peças para clássicos? Não faz mal, imprime-se.

A Mercedes-Benz está apostada em manter os seus modelos clássicos na estrada. Para o fazer a marca alemã decidiu recorrer à tecnologia de impressão 3D.

O maior pesadelo para qualquer proprietário de um clássico é a falta de peças. A ideia de procurar em todo o lado e não conseguir encontrar aquela peça que é necessária para colocar um valioso clássico a trabalhar ou em estado de concurso, é um dos maiores medos de quem se dedica a manter as glórias de outros tempos nas estradas.

No entanto, há uns tempos a esta parte começou-se a recorrer a uma tecnologia que promete tornar as horas perdidas à procura de peças em sucateiros ou a remexer em prateleiras de armazéns numa coisa do passado. A impressão 3D permite criar peças iguais às originais sem termos de recorrer a processos caros ou muito demorados.

A Mercedes-Benz é uma das marcas que decidiu abraçar esta tecnologia (outra das marcas que o fez foi a Porsche), e desde 2016 oferece peças de substituição para os seus clássicos produzidas com recurso a impressão 3D.

Agora, a marca alemã anunciou que começou a produzir mais peças de modelos do antigamente com recurso a esta tecnologia, isto depois de as peças terem passado um rigoroso controlo de qualidade.

Base do espelho interior Mercedes-Benz 300SLBase do espelho interior Mercedes-Benz 300SL
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Como funciona o processo de impressão

As novas peças produzidas com recurso a impressão 3D que deram entrada no catálogo da Mercedes-Benz são: o suporte do espelho interior do 300 SL Coupe (W198), e peças do teto de abrir dos modelos W110, W111, W112 e W123. Para além destas peças, a impressão 3D permitiu ainda à Mercedes-Benz reproduzir uma ferramenta destinada a retirar as velas do 300 SL Coupe (W198).

Para poder criar novas peças com recurso a impressão 3D a Mercedes-Benz cria “moldes” digitais das peças originais. Em seguida, inserem-se os dados numa impressora 3D industrial e esta vai depositando diversas camadas dos mais variados materiais (podem ser processados desde metais até plásticos).

Depois são sintetizadas ou fundidas, com recurso a um ou vários lasers, criando uma peça idêntica à original.

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