Desenvolvimento

Mercedes-AMG One. Não é fácil respeitar as emissões com um motor de Fórmula 1

Os motores de F1 são o pináculo da tecnologia. No entanto não combinam muito bem com normas anti-poluição e isso está ver-se no Mercedes-AMG One.

Mercedes-AMG Project One, o hiperdesportivo com o motor usado pela Mercedes-Benz na F1, mudou de nome. Dêem as boas vindas ao… Mercedes-AMG One. E agora ficamos a saber que a produção do novo modelo está atrasada.

A razão pela qual o projeto se atrasou está relacionada com aquele que é o seu maior ponto de interesse: o motor. O V6 usado na F1 não foi projetado com o uso no “mundo real” em mente e agora tem tido sérias dificuldades em cumprir as normas de emissões.

Ao contrário do que muitos pensavam, o principal problema encontrado na adaptação do motor de F1 à vida civil não têm sido problemas com a gestão da temperatura mas sim o ralenti. É que os motores de F1 têm o ralenti nas 5000 rpm e para cumprir as normas de emissões é preciso um ralenti estável às 1200 rpm, pois se este for instável as emissões também o são, e conseguir esse ralenti tem-se demonstrado um verdadeiro quebra-cabeças.

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Mercedes-AMG One Protótipo

Os números do futuro AMG One

Por causa das dificuldades de estabilizar o ralenti do motor nas rotações mais baixas o processo de desenvolvimento do novo hiperdesportivo atrasou-se nove meses. No entanto em declarações à Top Gear o chefe da AMG, Tobias Moers, afirmou que o projeto já está novamente a avançar.

Quando chegar às estradas está previsto que o agora rebatizado Mercedes-AMG One tenha algo como 1000 cv, autonomia de 25 km em modo elétrico, tração às quatro rodas, uma caixa manual-sequencial de oito velocidades e uma velocidade máxima de mais de 350 km/h.

 

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