Antevisão

Será desta? Novo Lotus Esprit a caminho… e não só

A britânica Lotus, hoje em dia nas mãos da chinesa Geely, parece pronta para florescer. A confirmá-lo, não somente o há muito anunciado SUV, como também dois novos desportivos, um dos quais estipulado como o sucessor do Lotus Esprit!

A confirmação quanto ao nascimento destas duas novas propostas, que surgirão mais ou menos ao mesmo tempo do controverso crossover, foi dada pelo CEO da Lotus, Jean-Marc Gales. Que, em declarações à britânica Autocar, revelou mais algumas informações sobre aquilo que aí vem.

Segundo o gestor luxemburguês, o primeiro destes desportivos será uma proposta porta-estandarte, uma espécie de Lotus Esprit para os tempos modernos, com um posicionamento acima do atual Evora um superdesportivo, talvez? Tudo apontando para que esteja disponível já a partir de 2020, “mais leve, mais rápido e melhor em todos os sentidos”, que este último.

O nome Esprit pode não ser o escolhido, mas o que sabemos é que terá uma evolução da atual base da marca, que recorre a um chassis em alumínio — extrusões aparafusadas e coladas —, com sub-estrutura frontal que pode ser em alumínio ou materiais compósitos e sub-estrutura traseira em aço.

Lotus Esprit S1 1978
Outrora o modelo mais exclusivo da Lotus, o há muito prometido sucessor do Esprit parece vir a caminho

De acordo com Jean-Marc Gales, o novo Lotus Esprit deverá apresentar características de topo em termos de “eficiência, aerodinâmica, agilidade e capacidade de travagem, visando um produto equilibrado”.

Ainda não se sabe que motorização terá, mas Gales referiu que, pelo menos no futuro imediato, manterá a aposta nos motores Toyota, que continuarão a fazer parte dos produtos da marca britânica.

Recorde-se que o fabricante utiliza motores Toyota de quatro cilindros de 1.8 l no Elise, e um 3.5 V6 nos restantes modelos. Todos eles recorrem a um compressor (supercharger), com potências que vão dos 220 cv no Elise, até aos 436 cv de potência do 3.5 V6 nas versões 430 do Exige e Evora.

Segundo desportivo, sucessor do Elise?

Quanto ao segundo desportivo, para já com menos detalhes conhecidos, Gales apenas revela que será, em princípio, um dois lugares, posicionado um pouco mais acima do Elise, “até porque o mercado está, neste momento, a mover-se para segmentos mais altos”. Permitindo preencher a lacuna existente entre o mais potente dos Elise (260 cv) e a versão base do Exige (350 cv).

Ou seja, poderá não ser um sucessor direto do Elise, permitindo à Lotus praticar preços mais elevados, compensando os elevados custos de desenvolvimento de um novo modelo.

O crossover vai mesmo acontecer

A par destes dois modelos, a Lotus tem igualmente previsto o lançamento daquele que será o primeiro crossover da sua história, concebido com base na tecnologia desenvolvida pela Volvo e com apoio financeiro da Geely. Estima-se que terá apenas motorizações híbridas e elétricas, com a Lotus a ter prometido anteriormente que seria o crossover/SUV mais leve do seu segmento — o Porsche Macan é mencionado como a referência a abater.

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E que, com um posicionamento assumidamente premium, permitirá à marca de Norfolk atacar o principal mercado para este modelo, a China, que é “um mercado enorme para os carros mais luxuosos e caros”.

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