Dieselgate

Volkswagen. Proprietários portugueses formam associação para reivindicar direitos

Os proprietários portugueses de veículos Volkswagen afetados pelo chamado Dieselgate decidiram constituir-se em associação, para reivindicar os seus direitos. Problemas mecânicos resultantes das reparações, são a principal queixa.

Num mercado em que as previsões apontam para que cerca de 125 mil veículos Volkswagen a gasóleo registam emissões acima do oficialmente anunciado, motivo pelo qual terão de ser intervencionados, os proprietários portugueses destes automóveis, decidiram seguir os passos dos lesados do BES e constituir-se em associação, como forma de reivindicar os seus direitos.

Segundo dizem, as reparações que a Volkswagen tem vindo a realizar, têm sido motivo de problemas acrescidos nos carros, ao invés de os solucionar.

“Tenho conhecimento de várias reparações que correram mal e que geraram problemas nos injetores e na válvula EGR. Se for obrigado a ir à oficina, o meu carro não vai ficar mais de um dia assim”, afirmou, em declarações ao Diário de Notícias (DN), Joel Sousa, proprietário de um Volkswagen Golf 1.6 e um dos afetados por este problema.

União Europeia

Segundo os mentores do projeto, a associação visa permitir aos proprietários de veículos afetados pelo Dieselgate, que depois de intervencionados passaram a sofrer de outros problemas mecânicos, possuam meios e peso suficientes, para fazer valer os seus direitos, no caso de decidirem avançar para tribunal. Onde, aliás, o gigante alemão tem ganho todos os processos, até ao momento.

Em declarações ao Dinheiro Vivo, um dos promotores, Hélder Gomes, garante, contudo, que as primeiras reuniões com os proprietários, vão ter lugar ainda este mês.

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Proprietários obrigados a levar carros para reparação

Recorde-se que a reparação dos carros afetados é, em Portugal, obrigatória, sendo que “um veículo pode reprovar na inspeção periódica caso não tenha efetuado a reparação no âmbito do caso”, refere o DN. Isto, apesar de ainda não se saber a partir de quando é que esta obrigatoriedade entra em vigor, já que a decisão está nas mãos da Comissão Europeia.

No entanto, enquanto a decisão não chega e face aos novos problemas gerados com as reparações já realizadas, a associação de defesa do consumidor DECO pediu já, ao Instituto de Mobilidade e dos Transportes (IMT), para que suspenda a obrigatoriedade de ida à oficina.

Quanto ao Ministério da Economia, que inclusivamente criou um grupo de acompanhamento do problema, em outubro de 2015, afirmou, também ao DN, que “continua a acompanhar de perto o processo de chamada dos veículos para correção”, mas que só vai apresentar o relatório final “depois de terminada” a fase das reparações.

SIVA lamenta mas só reconhece 10% das queixas

Igualmente contactado, o representante exclusivo da Volkswagen em Portugal, a SIVA – Sociedade de Importação de Veículos Automóveis, reconhece que estes casos não deveriam acontecer, embora também refira que, uma vez analisadas todas as reclamações, apenas 10% das queixas têm realmente a ver com as reparações já realizadas.

A SIVA promete continuar a convocar os carros afetados para que se dirijam às suas oficinas, afirmando mesmo acreditar que, em abril, conseguirá chegar aos 90% de carros afetados já reparados.

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