Arranque a Frio

O que aconteceu ao duplo chevron deste Citroën?

O duplo chevron é um dos símbolos mais reconhecidos no mundo automóvel. Tem sido o símbolo da Citroën desde a sua fundação em 1919 e atualmente é impensável dissociar os dois. Mas houve um momento na sua história em que foi proposto a substituição do duplo chevron por outro símbolo.

O ano de 1935 não foi fácil para a Citroën, mas acabaria por ser um dos seus anos mais significativos. Se por um lado, morria André Citroën, o fundador da marca, em julho desse ano; por outro, os problemas financeiros que já vinham de trás colocavam em risco a existência desta. O seu maior credor, a Michelin, acabaria por ficar com a problemática marca.

Após a aquisição e consequente reestruturação levada a cabo pela Michelin, M. Bossé, que trabalhava no recém criado Bureau d’Études na Citroën (que destacou-se pelos seus estudos de mercado, os quais levariam, por exemplo, ao desenvolvimento do Citroën 2CV), propôs uma nova identidade para a marca, refletindo a compra desta pela Michelin.

E é óbvia a mudança: em vez do chevron inferior, surge um “M”, de Michelin, alterando significativamente a identidade da marca. Pierre Michelin, que ficou responsável pela Citroën, felizmente rejeitou a ideia. Curiosamente, não deixa de ser notável a semelhança entre este símbolo e o “VW” da Volkswagen, apesar de invertido, dois anos antes da criação da marca alemã.

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Sobre o “Arranque a Frio”. De segunda a sexta-feira na Razão Automóvel, há um “Arranque a Frio” às 9h00 da manhã. Enquanto bebes o teu café ou ganhas coragem para começar o dia, fica a par de curiosidades, factos históricos e vídeos relevantes do mundo automóvel. Tudo em menos de 200 palavras.

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