Salão de Detroit 2018

Novo Jeep Cherokee. Mais do que uma nova cara, novo motor e menos peso

A renovação do Jeep Cherokee não se restringiu a uma nova frente, mas contou também com um novo motor e perdeu 90 kg de peso.

O nome Cherokee, em referência a uma tribo da América do Norte, surge na Jeep em 1974 com a primeira geração deste ícone. Mas foi a segunda geração que realmente deixou um legado. Em 1984 é lançado o Jeep Cherokee (XJ), que, basicamente, estabeleceu a fórmula para todos os SUV modernos, ao abandonar o chassis de longarinas, recorrendo a uma monocoque, como um automóvel ligeiro.

Apesar do sucesso da corrente geração, alcançado mesmo considerando a estranha frente e um estilo não consensual, as indicações dadas ao chefe de design da marca foram as de diminuir significativamente o seu aspeto mais ousado e alinhá-lo com outras propostas da marca americana. Surge agora, no Salão de Detroit, os resultados dessa intervenção.

jeep cherokee

A frente, com os sete gomos característicos, vai ao encontro dos irmãos Compass e Grand Cherokee, e a iluminação em LED passa a ser de série em todas as versões.

Atrás, a porta da bagageira foi redesenhada e trouxe o benefício extra de perder 8,1 kg de peso. Para além disso, a versão mais robusta Trailhawk tem uma suspensão mais alta com melhores ângulos de ataque e saída, diferentes proteções plásticas que substituem os cromados e ganchos de reboque em vermelho.

O interior também sofreu alterações com as saídas da ventilação a serem redesenhadas e a zona da consola que agora oferece mais espaço. Os novos ecrãs de 7 e 8,4 polegadas fazem parte do sistema de infoentretenimento que oferece conetividade Apple CarPlay e Android Auto.

A bagageira foi outra das evoluções do novo Jeep Cherokee, que também cresceu generosamente, com recurso a algumas alterações estruturais. Ainda teremos de conhecer os valores finais, em litros, para o mercado europeu. Para o mercado norte-americano, o novo Cherokee anuncia uns generosos 792 litros, uma subida de quase 100 litros relativamente aos 697 do Cherokee em comercialização.

Mas na Europa, a capacidade da bagageira do Cherokee atual é de “apenas” 500 litros — as diferenças consideráveis refletem as normas distintas usadas nos EUA e na Europa para medir a capacidade de uma bagageira.

Dieta rigorosa

No total, a perda de peso a que o novo Jeep Cherokee foi sujeito, foi de 90 kg, o que foi possível através de um novo suporte do motor, novos componentes da suspensão, e a já referida porta da bagageira.

As alterações estenderam-se ao compartimento do motor, que desde logo receberam novas tampas com um melhor isolamento para reduzir o ruído. A suspensão dianteira foi ajustada para maior conforto em estrada.

jeep cherokee

Para já conhecemos apenas a gama de motorizações destinadas ao mercado norte-americano — o 2.4 litros de 180 cv e o V6 3.2 litros e 275 cv transitam sem alterações do antecessor. Igualmente, a caixa automática de nove velocidades mantém-se, apesar de ter sido revista ao nível da programação.

Novidade é um novo bloco 2.0 litros a gasolina, com turbo. O novo motor é o mesmo do novo Wrangler, com 272 cv, com a diferença de não integrar a componente híbrida (mild-hybrid, com sistema elétrico de 48 V). Deverá estar disponível em todas as versões exceto o nível mais básico.

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Também não se sabe ainda se esta nova motorização chegará até nós — será que no próximo Salão de Genebra, em março, possamos conhecer toda a nova gama Cherokee com destino ao mercado europeu?

Com estas alterações, nomeadamente a perda de peso, também será possível contar com uma maior economia e menores emissões poluentes.

 

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