Preparar o futuro

FCA e Hyundai discutem parceria tecnológica para fuel cell e transmissões

Ocorrem conversações entre a FCA e a Hyundai, não para uma fusão, como se especulava, mas para uma parceria tecnológica mais aprofundada.

Foi da boca do próprio Sergio Marchionne, o CEO da FCA (Fiat Chrysler Automobiles), durante a apresentação da Alfa Romeo Sauber F1 Team, que tomámos conhecimento de uma eventual parceria tecnológica entre a FCA e a Hyundai.

Segundo Marchionne, não existe nada definitivo para anunciar de momento, mas sabemos o que está em cima da mesa em discussão.

Hoje em dia já compramos componentes [à Hyundai]… vamos ver se conseguimos concordar em outros pontos, especialmente no desenvolvimento de transmissões e hidrogénio.

Hidrogénio. Aposta nas zero emissões

A Hyundai tem larga experiência no campo das pilhas de hidrogénio (fuel cell), e lançará em 2018 uma nova geração da tecnologia. O objetivo continua a ser o de miniaturizá-la ao ponto de se equivaler a um motor de combustão interna, de modo a garantir a possibilidade da sua integração no maior número de veículos possíveis.

As vantagens para a Hyundai são óbvias com esta eventual parceria, já que significaria um aumento de vendas para as suas motorizações fuel cell, potenciando as economias de escala e redução de custos. Do lado da FCA, poderia enriquecer o seu portefólio com modelos zero emissões, uma área onde o grupo carece de propostas, exceptuando o Fiat 500e — que é comercializado apenas em dois estados americanos.

Em alguns mercados chave, como a Califórnia ou, brevemente, a China, será mandatório ter veículos zero emissões para exercerem a sua atividade comercial, pelo que esta parceria, a acontecer, não poderia vir em melhor altura.

Fusão é possível?

Com o conhecimento desta provável parceria tecnológica, regressaram os rumores sobre uma fusão entre os dois grupos. Marchionne, no entanto, quando questionado sobre essa possibilidade, respondeu simplesmente: “Acredito que não”.

A fusão poderia beneficiar as duas partes, tornando-o automaticamente no maior grupo automóvel mundial, com um potencial colossal de sinergias e economias de escala. A Hyundai beneficiaria ainda de ter a Jeep e as lucrativas pick-up da Ram, além de uma presença reforçada na China. A FCA ganharia acesso não só à tecnologia fuel cell, como também à tecnologia elétrica do grupo coreano.

A dificuldade estaria na gestão do enorme portefólio de marcas e modelos, dado que ambos os grupos têm presenças igualmente fortes em mercados chave como os EUA e a Europa.

Fiat 500e
Fiat 500e

FCA quer mais parcerias

Marchionne tem sido bastante vocal sobre a consolidação da indústria, defendendo mais sinergias, notando o desperdício de recursos e capital no desenvolvimento do mesmo tipo de tecnologias por parte dos diferentes construtores.

Considerando os desafios que se avizinham, sobretudo os referentes à mobilidade elétrica e condução autónoma, e os elevados custos daí resultantes, a FCA tem encetado, ultimamente, em mais do que uma parceria tecnológica.

Vimos a FCA a integrar o consórcio para condução autónoma juntando-se à BMW, Intel e Magna. Sobre o mesmo tópico, também efetuou uma parceria com a Waymo, da Google, onde providenciou uma frota de Chrysler Pacifica que foram adaptadas para testar os sistemas de condução autónoma da tecnológica americana.

 

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