Futuro é sem humanos ao volante

Condução semi-autónoma? Esqueçam isso, diz a Google!

Se acreditavam que a Google continuava a trabalhar nas várias etapas da condução autónoma, enganaram-se! Para a tecnológica, só o nível 5 interessa!

Envolvida praticamente desde o início na corrida da condução autónoma, a Google tem, no entanto, objetivos bem distintos da grande maioria dos restantes adversários. Já que, ao contrário destes, que têm vindo apostar numa evolução progressiva, a divisão do gigante tecnológico para o carro autónomo, Waymo, assume uma estratégia bem diferente: ou nível 5 ou nada! Ou seja, condução totalmente autónoma e sem necessidade de qualquer intervenção humana.

Este novo objetivo foi, de resto, já assumido publicamente pela própria Waymo, a divisão da Google para a condução autónoma. A qual admitiu, inclusivamente, ter deixado de pensar na tecnologia de condução autónoma envolvendo a intervenção humana, ou seja, até ao nível 4, há já alguns anos.

Condução autónoma

Condução semi-autónoma é algo “assustador”, diz Google

Em declarações à Reuters, o próprio CEO da Waymo, John Krafcik, reconheceu que a empresa chegou a conceber uma solução que permitia ao automóvel conduzir-se sozinho nas auto-estradas, entregando ao condutor a responsabilidade da condução nas restantes. Ou até mesmo noutras situações excecionais com que pudesse deparar-se.

“No entanto, a conclusão a que chegámos foi verdadeiramente assustadora. Para o condutor, tornava-se difícil recuperar o controlo, uma vez que havia perdido a percepção do contexto”

John Krafcik, CEO da Waymo

Ainda segundo as experiências levadas a cabo pela companhia, mesmo em situações em que era requerida a atenção dos condutores e com o automóvel a velocidades a rondar os 90 km/h, estes eram muitas vezes apanhados a brincar com os seus smartphones ou a aplicar maquilhagem no rosto. Sendo que houve mesmo um deles que foi apanhado a dormir!

Condução autónoma de nível 5 e nada mais!

Perante estes resultados, a decisão, assume o mesmo responsável, não podia ser outra: o foco do desenvolvimento da condução autónoma tem de ser, única e exclusivamente, no nível 5. Ou seja, em soluções que não exijam a intervenção do ser humano. Seja em que situação for.

Waymo - Chrysler Pacifica

Aliás e fruto desta decisão, os veículos teste, baseados no Chrysler Pacifica, com que a Waymo tem vindo a desenvolver as suas tecnologias de condução autónoma, têm apenas duas operações que exigem a intervenção humana: colocar o motor em funcionamento, através do pressionar do botão Start, e um outro botão que, uma vez pressionado, dá a indicação ao veiculo de que deve estacionar, quando e assim que lhe for possível.

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