24 Horas TT Vila de Fronteira

X-Raid estreia-se com 3.º lugar. “Queremos voltar”, diz Quandt

Estreante surpresa nas 24 Horas de Fronteira de 2017, a X-Raid acabou por levar o seu Mini ao 3.º lugar. Pelo que fica a vontade de voltar, já em 2018.

Pela primeira vez a participar nas 24 Horas TT Vila de Fronteira, a alemã X-Raid, mais conhecida pelas suas participações no Dakar, com os Mini oficiais, acabou por sair da vila alentejana com um, ainda assim, bastante saboroso 3.º lugar. Conquista, de resto, muito celebrada nas boxes, depois de uma prova em que o X-Raid Mini All4 Racing partiu, inclusivamente, uma caixa de velocidades. Facto que, ainda assim, não impediu o responsável máximo da equipa, Tobias Quant, de garantir, em declarações à Razão Automóvel, que “gostaria muito de voltar”. Se possível, “já para o ano”.

Tobias Quant, Chefe X-RAID

Numa prova em que a equipa alemã apresentou-se à partida com uma formação de pilotos exclusivamente italiana – Michele de Nora, Michele Cintos, Paolo Bacchella e Carlo Cinotto -, a participação do carro britânico ficou, no entanto, marcada pelo problema na caixa de velocidades. Situação que aconteceu “na volta 92” e que acabou por ”demorar cerca de uma hora a resolver”, explicou o director da X-Raid, que habitualmente faz alinhar os Mini de fábrica, no Dakar.

Contudo e uma vez ultrapassado o problema, “voltámos a atacar, atitude que mantivemos até ao fim, e que, apesar de com alguma sorte, acabou por compensar”. Até porque, “tirando esse problema, não houve mais problemas com o carro”.

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Completada mais esta estreia, o reconhecimento, à Razão Automóvel, de que “é claro que gostaríamos de voltar já para o ano”, pois, “a atmosfera é incrível, há muito público a assistir, e gostámos muito. Pelo que esperamos voltar”.

“Dakar? Vai ser uma boa luta com a Peugeot e a Toyota!”

No entanto e apesar do tema central ser, forçosamente, as 24 Horas TT Vila de Fronteira, de fora da (curta) conversa não podia ficar a próxima edição do Dakar, cujo arranque está agendado para o próximo dia 6 de janeiro de 2018. Com o director de operações da X-Raid a reconhecer, desde já, que “vai ser uma boa luta, tanto com a Peugeot, como com a Toyota!”

Quanto à decisão já anunciada de fazer alinhar, este ano, dois carros diferentes, um tracção integral e um tracção traseira, “deriva apenas e só dos regulamentos”, explicou Tobias Quandt. Acrescentando que, “da nossa parte, acreditamos que a opção correcta devem ser os 4×4.”

“Vitória no Dakar vai depender do traçado”

Garantindo que o carro apresentado em Fronteira pouco ou nada tem a ver com o Mini John Cooper Works Rally, Quant não quis, no entanto, fixar qualquer objectivo para a longa prova que terá lugar no continente americano. Até por achar que “a vitória vai depender muito do traçado”.

Certo, no entanto, é que, decisões para o próximo ano, nomeadamente, quanto a novas presenças em provas portuguesas, “só serão tomadas depois do final do Dakar. Neste momento, está tudo em aberto. Embora possamos desde já assegurar que teremos, certamente, um programa bastante preenchido, também em 2018”.

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