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Renault: até 2022, 21 carros novos dos quais 8 elétricos e 12 eletrificados

A Renault apresentou o plano Drive the Future 2017-2022, definindo a estratégia e objetivos da marca para os próximos cinco anos.

O Groupe Renault definiu objetivos ambiciosos para os próximos cinco anos: vendas de cinco milhões de unidades (mais de 40% relativamente a 2016), com uma margem operacional de 7% (mais 50%) e ao mesmo tempo conseguir reduzir os custos em 4,2 mil milhões de euros.

Objetivos ambiciosos, sem dúvida. Para tal o Groupe Renault – que inclui Renault, Dacia e Lada -, irá alargar a sua presença em novos mercados e reforçá-la em mercados chave, como o brasileiro, indiano e iraniano. Na Rússia o foco estará na Lada e na China haverá maior interoperabilidade com a Brilliance, sua parceria local. Implicará também uma subida de preços, distanciando-se de rivais como a Ford, Hyundai e Skoda.

Mais elétricos, menos Diesel

Mas para nós, interessam mais as novidades que se referem aos futuros modelos que a marca lançará. Foram anunciados 21 novos modelos, dos quais 20 serão eletrificados – oito 100% elétricos e 12 parcialmente eletrificados.

Atualmente a marca francesa comercializa três elétricos – Twizy, Zoe e Kangoo Z.E. -, mas uma nova geração está “ao virar da esquina”. Uma nova plataforma dedicada, que será partilhada pela Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, servirá de base a automóveis que vão do segmento B ao D.

O primeiro será um SUV do segmento C (equivalente a um Renault Kadjar) para a China que posteriormente chegará a outros mercados. Será também o primeiro de três novos SUV que serão lançados ao abrigo deste plano, onde se inclui uma nova proposta para o segmento B, juntando-se ao Captur.

Se haverá mais modelos eletrificados, por outro lado, veremos menos Renault a Diesel. Em 2022 a marca francesa terá uma oferta reduzida em 50% e apenas uma família de motorizações Diesel ao contrário das três atuais.

A nova plataforma elétrica será também o veículo preferencial para a Renault demonstrar a sua tecnologia para veículos autónomos. Das 21 novidades, 15 apresentarão capacidades autónomas que irão desde o nível 2 ao nível 4. Entre estes destaca-se o sucessor do atual Renault Clio – a ser apresentado em 2019 -, que terá capacidade autónoma de nível 2 e pelo menos uma versão eletrificada – provavelmente um mild hybrid (semi-híbrido) de 48V.

E que mais?

Além do foco tecnológico a que corresponderá um investimento em pesquisa e desenvolvimento de 18 mil milhões de euros nos próximos anos, o Groupe Renault continuará a apostar na expansão na sua gama global mais acessível. Esta integra três famílias de modelos de sucesso: o Kwid, Logan e Duster.

Também a sua gama de veículos comerciais não foi esquecida, com o objetivo ambicioso de não só globalizá-la e aumentar as suas vendas em 40%, como também de ter uma gama completa de veículos comerciais 100% elétricos.

Como seria de esperar, a Aliança que agora também integra a Mitsubishi permitirá enormes economias de escala, onde o objetivo é ter 80% dos automóveis produzidos assentes em plataformas comuns.

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