À procura daquele segundo.

10 formas relativamente baratas de melhorares a performance do teu carro

Conhecem aquele filme para crianças chamado "À procura de Nemo". A versão petrolhead deste filme seria algo como "À procura daquele segundo". Vamos a isso?

Seu bastardo. Tens na garagem um carro que vale a pena ser conduzido. Se não tens, ainda hoje falámos aqui de 10 excelentes opções para quem quer um carro para o dia-a-dia e para fazer uns track days de vez em quando. Se o dinheiro não abunda, tens sempre estas alternativas pelo preço do novo iPhone X.

Pois bem, partindo do pressuposto que já tens o carro certo, será que tens os componentes certos?

Reunimos 10 modificações que podem fazer toda a diferença em condução mais desportiva. A ideia deste artigo não é fazer do teu carro a derradeira máquina dos fins de semana “portas abertas” no Circuito do Estoril, mas antes fazer dele aquela máquina que discretamente surpreende pela performance. Talvez seja um bom artigo para partilhares com aquele teu amigo que gasta rios de dinheiro no motor e depois só compra pneus de marcas duvidosas…

1) Pneus. Tínhamos de começar por aqui: são o único elemento de ligação ao solo. A diferença entre uns bons pneus e uns maus pneus é como do dia para a noite. Portanto deves começar por aqui, por montar no teu carro uma borracha de qualidade.
2) Atenção ao tamanho das jantes. Queres um carro bonito ou um carro rápido? Por vezes estes dois universos estão de costas voltadas. Umas jantes de menor diâmetro com uns pneus de qualidade podem fazer milagres pela dinâmica do teu carro.
3) Reprogramação da centralina (sim, a imagem é péssima). Se o teu carro é atmosférico os ganhos vão ser pouco expressivos, mas se tens um carro com turbo o caso muda de figura. Esta modificação é das que garante maiores ganhos de potência mas também é das que apresenta maiores riscos para a fiabilidade do motor. As empresas de reprogramação não são todas iguais. Portanto não exageres nos ganhos de potência e tem atenção a quem entregas a gestão eletrónica do teu carro.
4) Admissão desportiva. Por pouco mais de 100 euros podes conseguir um ganho de potência entre 3 cv e 12 cv com uma admissão desportiva. Não é uma solução milagrosa, mas a optimização do fluxo de ar e a redução da temperatura na admissão vão ajudar o teu carro a respirar melhor.
5) Escape desportivo. Não estamos a falar de escapes barulhentos, estamos a falar de escapes eficientes. E por eficiente entenda-se uma linha de escape que promove a optimização do fluxo de gases, mais direta e com menos curvas. Respeitando sempre a lei, claro.
6) Pastilhas de travão. A par dos pneus, as pastilhas de travão são dos itens menos valorizados e um dos que mais diferença faz na performance de um carro. Há compostos para todos os gostos, mas não optes por pastilhas de qualidade duvidosa, podes aumentar as distâncias de travagem até mais 10 metros. Uma distância que faz toda a diferença.
7) Travões com malha de aço. Ao contrário dos sistemas de travão com tubos de borracha, que se deformam sob a pressão do fluído dos travões, os tubos com malha de aço não se deformam e conservam toda a pressão aplicada pela bomba de travagem. Resultado? Travagens mais precisas e distâncias de imobilização menores.
8) Banco e volante desportivo. Niki Lauda disse um dia o seguinte “God gave me an okay mind, but a really good ass which can feel everything in a car”. Esta frase diz muito da importância da comunicação entre carro e homem. Daí que seja importante apostares na comunicação com o teu carro, no chamado “feeling”.
9) Barras estabilizadoras. Ao incrementarem a rigidez do chassis no eixo dianteiro e traseiro, esta alteração tem efeitos imediatos no comportamento em curva. O conforto fica prejudicado mas… quem é que falou em conforto?
10) Conjunto mola/amortecedor. Depois dos pneus, um dos elementos mais importantes num desportivo, juntamente com as barras estabilizadoras, são o conjunto mola/amortecedor. São estes elementos que maximizam o contacto do pneu com o solo e controlam as transferências de massas do carro. A redução da altura ao solo é importante (baixar o centro gravítico) mas não deve ser o único critério. Opta por um conjunto mola/amortecedor adequados ao tipo de piso em que circulas com maior frequência.

Agora boas curvas!

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