Apresentação

Novo Porsche Cayenne. Todos os detalhes do 911 dos SUV’s

Foi finalmente revelada a terceira geração do Porsche Cayenne. O SUV alemão foi remodelado de fio a pavio: nova plataforma, chassis, motores e mais tecnologia a bordo.

A importância do Porsche Cayenne para a marca alemã é incontornável. Durante muitos anos foi mesmo o modelo mais vendido da marca, pelo que a Porsche não alterou muito a fórmula. Não difere muito da abordagem da marca ao 911, evoluindo progressivamente. Apesar de por baixo da pele a revolução ser total.

Por fora, à primeira vista o novo Cayenne não parece mais do que um restyling conservador do antecessor. Sobretudo na frente onde as diferenças parecem ser demasiado subtis. Mas tudo muda quando chegamos à traseira.

Aqui sim, podemos ver diferenças. As óticas com contornos amendoados do antecessor dão lugar a uma solução “retirada” da Panamera Sport Turismo. Uma barra de luz atravessa a traseira a toda a largura, resultando num conjunto mais definido e estruturado, e adicionando uma necessária dose de identidade.

Porsche Cayenne

O novo Cayenne é um Porsche por todos os meios e sem compromissos. Nunca retirou tanto do 911 como agora.

Oliver Blume, CEO da Porsche

Maior, mas mais leve 

A plataforma é a MLB Evo, desenvolvida pela Audi, e que já serve o Audi Q7 e o Bentley Bentayga. Curiosamente, a terceira geração do Cayenne mantém a distância entre eixos do antecessor (2,895 m), apesar de ter crescido em comprimento e largura: mais 63 mm e 44 mm respetivamente, alcançando 4,918 m em comprimento e 1,983 m em largura. Apenas a altura viu-se ligeiramente reduzida – cerca de nove milímetros -, sendo agora de 1,694 m.

Apesar de ter crescido, o SUV alemão é até 65 kg mais leve que a geração precedente – versão base pesa 1985 kg. Tal como já vimos noutros modelos que recorrem à MLB Evo, esta é composta por um mix de materiais, sobretudo aços de alta resistência e alumínio. A carroçaria, por exemplo, pela primeira vez é toda ela em alumínio.

Para já, apenas motores V6 e Diesel ainda por confirmar

Era expectável que a Porsche recorresse aos motores do Panamera. O novo Porsche Cayenne inicia a sua gama com um par de V6 a gasolina – Cayenne e Cayenne S -, acoplados a uma caixa de velocidades automática de oito velocidades e sempre com tração integral:

  • 3.0 V6 turbo, 340 cv entre as 5300 e 6400 rpm, 450 Nm entre as 1340 e 5300 rpm
  • 2.9 V6 turbo, 440 cv entre 5700 e 6600 rpm, 550 Nm entre 1800 e 5500 rpm

Ambos apresentam não só mais potência e binário, gerando melhores prestações, como também apresentam consumos e emissões inferiores ao 3.6 V6 que substituem. O Cayenne “base” acelera dos 0 aos 100 km/h em 6,2 segundos e atinge os 245 km/h de velocidade máxima, enquanto o Cayenne S reduz para 5,2 segundos e aumenta para 265 km/h nas mesmas medições.

A gama deverá ser ampliada com um V8 para o Cayenne Turbo e com um par de híbridos – os mesmos que o Panamera -, onde se inclui o todo poderoso grupo motriz do Turbo S E-Hybrid com 670 cv.

Quanto às motorizações Diesel, as mais vendidas da gama, é que ainda não existe datas, devido aos problemas regulamentares pelo qual o V6 Diesel é afetado na Alemanha. No entanto, devido à larga percentagem de vendas que os Diesel garantem em mercados chave, é de esperar que tanto o V6 como o V8 Diesel cheguem ao mercado lá mais para a frente.

Mais espaço e menos botões

O recurso à nova plataforma permitiu também um superior aproveitamento de espaço. Algo bastante visível na capacidade da bagageira do novo Cayenne. Não que a do anterior fosse pequena – 660 litros -, mas o salto é expressivo para a nova geração: são 770 litros, mais 100 do que antes.

O design do interior também acompanha as últimas evoluções a que temos assistido na Porsche, sobretudo no Panamera. Menos botões e sensíveis ao toque, com mais funções deslocadas para um novo ecrã tátil de 12,3 polegadas para um interior de aspeto mais limpo e sofisticado.

Fortemente baseado no 911?

Mesmo quando nas informações divulgadas lemos coisas como “o Cayenne é fortemente baseado no 911, o icónico desportivo” que nos fazem contrair os músculos faciais, sabemos que a Porsche não deixa nada ao acaso quando se trata da dinâmica.

Pela primeira vez, o grande SUV alemão vem, tal como no 911, com pneus de dimensões distintas à frente e atrás e também vem pela primeira vez com direção no eixo traseiro, potenciando a agilidade e estabilidade. As rodas são também maiores, com medidas entre as 19 e 21 polegadas.

Opcionalmente o Cayenne pode vir com suspensão pneumática adaptativa e uma panóplia de sistemas de controlo. O PASM é de série, mas como opção pode trazer o PDCC – Porsche Dynamic Chassis Control -, que permite maior controlo sobre o adornar da carroçaria, ao recorrer, pela primeira vez, a barras estabilizadoras elétricas. Tal solução só é possível graças à adopção de um sistema elétrico de 48V.

O novo Porsche Cayenne apresenta diversos modos de condução, incluíndo fora-de-estrada, contemplando diversos cenários como lama, gravilha, areia e rocha.

Porsche Cayenne

PSCB, um acrónimo que significa uma estreia mundial

Além do sistema de travagem convencional e dos PCCB – com discos em cerâmica-carbono -, uma terceira opção passa a estar disponível no catálogo da Porsche, com estreia absoluta no novo Cayenne. Tratam-se dos PSCB – Porsche Surface Coated Brake -, que mantém os discos em aço, mas levam um revestimento de carboneto de tungsténio.

As vantagens relativamente a discos de aço convencionais estão na superior fricção do revestimento, assim como na redução do desgaste e do pó produzido. Será fácil identificá-los já que as maxilas serão pintadas de branco e os próprios discos, após acamados, ganham um nível de brilho único. De momento, esta opção estará apenas disponível em conjunto com rodas de 21 polegadas.

O novo Porsche Cayenne será apresentado publicamente durante o Salão de Frankfurt e a sua chegada ao mercado nacional deverá acontecer no início de dezembro.

Porsche Cayenne

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