Superdesportivo

Lamborghini Diablo: um “puro sangue” dos anos 90

Decidimos revisitar o Lamborghini Diablo: o que não ganha em mordomias, ganha em caráter — o último Lamborghini concebido antes da entrada da Audi.

“Este carro não é para todos”, confessou John Davis, jornalista da Motorweek. Nós concordamos: o Lamborghini Diablo,  produzido entre 1990 e 1999, não é especialmente bom a acomodar-se ao condutor. Tem que ser ao contrário.

Nada que surpreendesse — já o seu antecessor, o Countach, apresentava os mesmos traços de personalidade. Ambos desenhados por Marcelo Gandini, o Diablo herdaria do Countach a arquitetura (motor central traseiro posicionado longitudinalmente) e também o V12, ainda que profundamente evoluído.

O superdesportivo italiano é tudo menos um apelo à sanidade: são 492 cv de potência provenientes do 5.7 V12 com 48 válvulas naturalmente aspirado — capaz de atingir os 100 km/h em apenas 4,5s, antes de alcançar os 325 km/h de velocidade máxima — por um breve período chegou a ser o carro mais rápido do planeta, suplantando o Ferrari F40.

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Para além da capacidade volumétrica e dos números, arrebatadores por si só, a caixa manual de cinco velocidades e a tração traseira também são pontos atraentes para qualquer purista.

Lamborghini Diablo

Muito longe da comodidade dos modelos atuais da casa italiana, o Lamborghini Diablo não é mesmo “para meninos”: tanto a direção como a embraiagem, travões ou o manuseamento da caixa de velocidades, requerem braços talentosos e persistentes, para extrair a máxima performance do exótico de Sant’Agata Bolognese.

Fiquem com uma retrospetiva em vídeo do primeiro Diablo, da autoria da Motorweek:

O superdesportivo italiano nunca parou de evoluir. O Lamborghini Diablo, poucos anos depois sobre o seu lançamento, ganhou uma versão VT de Viscous Traction, referindo-se às quatro rodas motrizes; mais tarde, em 1995, surgiria o SV (Super Veloce), com apenas duas rodas motrizes e 510 cv de potência; e em 1999 seria atualizado, com a potência do V12 a subir até aos 530 cv, destacando-se a perda dos faróis escamoteáveis — no seu lugar surgiriam as mesmas unidades do Nissan 300 ZX.

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Lamborghini Diablo VT 6.0
Lamborghini Diablo VT 6.0, a última evolução do Diablo

Já sob a supervisão da Audi, o Lamborghini Diablo receberia uma profunda atualização no ano 2000, sendo considerado por muitos como a sua melhor iteração. Nesta, o “puro-sangue” V12 atmosférico cresceu para os 6.0 l e a potência subiu para os 550 cv — o caráter “diabólico” manteve-se.

Seria substituído pelo não menos fascinante Murciélago em 2001.

Lamborghini Diablo

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