Plataforma

CMA é a nova plataforma da Volvo para os compactos

A Volvo levanta o véu sobre a CMA, a sua nova plataforma modular. A CMA está para a Volvo como a MQB está para a Volkswagen ou a EMP2 para a PSA.

A CMA pertence a uma nova geração de mega-plataformas que permitem maior flexibilidade dimensional, tecnológica e crescentes economias de escala.

CMA é o acrónimo para Compact Modular Architecture, ou Arquitectura Modular Compacta, e a abordagem é a mesma aplicada à maior SPA (Scalable Product Architecture).

Se a SPA servirá de base a todos os modelos do S60 para cima, com o recente XC90 a ter sido o primeiro a usá-la, a CMA servirá de alicerce à futura gama média compacta da Volvo. O primeiro modelo a assentar sobre a nova plataforma prevê-se que surja em 2017, ficando a dúvida sobre qual o modelo, o sucessor do actual V40, ou o novo crossover XC40.

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A CMA foi desenvolvida em colaboração com a Geely, a actual proprietária da marca. Receios da influência chinesa sobre a Volvo estão a revelar-se completamente infundados, tendo como bitola o que foi alcançado com o Volvo XC90.

Tal como a SPA, a CMA será extremamente flexível, com apenas a distância do eixo à base do pilar A a ser fixa. Permitirá acomodar diferentes tipos de veículos, desde o mais comum dois volumes de cinco portas, a tipologias mais volumosas, como o já mencionado XC40, ou até um coupé ou descapotável.

Da SPA, a CMA herdará as motorizações de 4 cilindros Otto e Diesel, inéditos 3 cilindros e grupos motrizes híbridos. A sua parente maior também providenciará a electrónica, incluindo sistemas de info-entretenimento e segurança activa, e sistemas de climatização. As economias de escala serão potenciadas, assim como uma simplificação geral nas linhas de produção.

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A CMA será fundamental para o objectivo da Volvo em atingir 800 mil automóveis vendidos por ano até ao final da década. As vendas da marca continuam a subir, ligeiramente, em 2015, e deverão aproximar-se do meio milhão de unidades no final do ano.

A Geely também renovará a sua gama recorrendo à CMA, com modelos produzidos na China, o que levantou a hipótese de haver produção chinesa destes novos modelos Volvo para venda local. A única certeza que existe é que, para já, será em Ghent, na Bélgica, o local onde serão produzidos os Volvos derivados da CMA.

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